quarta-feira, 21 de março de 2018

Lançamentos Editora Pandorga Março 2018

Oi gente!

A editora Pandorga esta lançando dois livros de romances muito fofos que conta histórias emocionantes e intrigantes. Os livros são de autores nacionais, muito talentosos... Abaixo segue a sinopse dos livros.

Capa:livro
O perfume das Camélias
Livro: O perfume das Camélias
AutorNilson Silva
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Venâncio, um destemido e dedicado oficial do Corpo de Bombeiros, segue seu instinto e parte para a pequena Belmonte. Era o ano de 1979. Ao chegar ali, depara-se com uma enchente catastrófica que varre a cidade.
Após presenciar a subida das águas e o desespero dos moradores, fica impossibilitado de regressar a Belo Horizonte. Ao final do dia, completamente perdido, bate à porta de uma velha moradora, nos arredores da pequena cidade. Sem ter onde abrigar-se, acaba hospedando-se em sua casa. Uma improvável relação de profundo afeto e confiança brota entre os dois. A partir daí, uma história fascinante é revelada por dona Idalina: numa próspera fazenda de café do começo do século XX, o destino de dois jovens se cruza. Delmiro, filho de um casal de colonos e Maria, filha do coronel, apaixonam-se perdidamente. Noites de amor com toda intensidade são vividas dentro do casarão, até sua descoberta, pelo coronel. Fonte: Editora Pandorga



Livro: O profeta de Nietzsche
AutorMarcos André Regis
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Arriscados desafios se impõem à saga de Zaratustra. Num mundo lendário, ele e os companheiros que vão se unindo à sua aventura precisam enfrentar as forças do Império e derrotar o Grande Dragão. Tudo para alcançar a genuína liberdade humana. Tudo para liberar o herói que existe em cada um de nós.
Trata-se de uma história para todos e para ninguém. Desde os primórdios tem sido assim com Zaratustra. A narrativa, de ação crescente e cheia de reviravoltas, flui envolvendo qualquer leitor do começo ao fim. Já suas provocações... Elas são apenas aos que têm coragem para assumir o protagonismo da própria vida. Fonte: Editora Pandorga





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Lançamentos Editora Seguinte Março 2018

Oi gente!!

Os lançamentos da Editora Seguinte esta quentinho... São livros maravilhosos e posso dizer que eu estava aguardando ansiosamente o lançamento do terceiro livro A heroína da alvorada, nossa faz um ano que não me aguento de curiosidade, para saber o desfecho desta história linda. Agora eu não vejo a hora de chegar meu livro para lê-lo. Segue abaixo a sinopse dos livros:

Capa: Livro
Queria que você me visse
Livro: Queria que você me visse
Autor: Emery Lord
Tradução: Lígia Azevedo
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“Esta é mais que uma história de amor. Com cuidado mas sem esforço, Queria que você me visse coloca as doenças mentais em diálogo com a beleza e as dificuldades da adolescência.”
Julie Murphy, autora de Dumplin’
Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.
Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela? Fonte: Editora Seguinte

Capa: Livro
O dueto Sombrio
Livro: O dueto sombrio
Autor: Victoria Schwab
Tradução: Guilherme Miranda
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Kate Harker não tem medo do escuro. Ela é uma caçadora de monstros — e muito boa nisso. August Flynn é um monstro que tinha medo de nunca se tornar humano, mas agora sabe que não pode escapar do seu destino. Como um sunai, ele tem uma missão — e vai cumprir seu papel, não importam as consequências.
Quase seis meses depois de Kate e August se conhecerem, a guerra entre monstros e humanos continua — e os monstros estão ganhando. Em Veracidade, August transformou-se no líder que nunca quis ser; em Prosperidade, Kate se tornou uma assassina de monstros implacável. Quando uma nova criatura surge — uma que força suas vítimas a cometer atos violentos —, Kate precisa voltar para sua antiga casa, e lá encontra um cenário pior do que esperava. Agora, ela vai ter de encarar um monstro que acreditava estar morto, um garoto que costumava conhecer muito bem, e o demônio que vive dentro de si mesma. Fonte: Editora Seguinte

Capa: livro
A heroína da alvorada
Livro: A heroína da alvorada #3
Série: A rebelde do deserto
Autor: Alwyn Hamilton
Tradução: Eric Novello
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Quando a atiradora Amani Al-Hiza escapou da cidadezinha em que morava, jamais imaginava se envolver numa rebelião, muito menos ter de comandá-la. Depois que o cruel sultão de Miraji capturou as principais lideranças da revolta, a garota se vê obrigada a tomar as rédeas da situação e seguir até Eremot, uma cidade que não existe em nenhum mapa, apenas nas lendas — e onde seus amigos estariam aprisionados.
Armada com sua pistola, sua inteligência e seus poderes, ela vai atravessar as areias impiedosas para concluir essa missão de resgate, acompanhada do que restou da rebelião. Enquanto assiste àqueles que ama perderem a vida para soldados inimigos e criaturas do deserto, Amani se pergunta se pode ser a líder de que precisam ou se está conduzindo todos para a morte certa. Fonte: Editora Seguinte


Capa: Livro
Aos dezessete anos
Livro: Aos dezessete anos
Autor: Ava Dellaira
Tradução: Tereza Bettinardi
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Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer.
Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma. Fonte: Editora Seguinte





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Prévia Livro "Império das Tormenta de Jon Skovron"

Oi Gente

Olha a prévia deste livro que massa, o livro esta muito empolgante e olha essa capa, muito linda resolvi postar uma prévia do livro pois achei ele muito bom. Eu gosto muito de histórias como a deste livro Império das Tormentas, estou morrendo de vontade de terminar de ler este livro e saber o destina na nossa menina órfã que quer vingança pela morte dos pais e da nossa sanguinária Sade e de seu ajudante Red. A escrita do livro é de fácil entendimento e bem dinâmica, espero que vocês também gostem.

Capa: Livro
Império da tempestade
Livro: Império das Tormentas
Autor: Jon Skovron
Tradução: Alves Calado
Comprar:  Saraiva Cultura Amazon
Cupons de descontos: Saraiva Cultura Amazon


PRIMEIRA PARTE

“Quem perdeu tudo é livre para se tornar o
que quiser ser. É um preço alto a pagar,
mas a grandeza é sempre assim.”
– O livro das tormentas

1
O capitão Sin Toa era mercador fazia muitos anos e já tinha visto muitas coisas.
Mas isso não tornava seu trabalho mais fácil.
O povoado de Bleak Hope era uma pequena comunidade nas frias ilhas do sul,
na fronteira do império. O capitão Toa era um dos poucos mercadores que passavam
pela região, e só fazia isso uma vez por ano. O gelo que se formava na água
tornava quase impossível alcançar o local nos meses de inverno.
Mesmo assim, o peixe seco, os ossos de baleia e o óleo de lampião produzidos
ali eram boas mercadorias e rendiam um ótimo preço em Pico de Pedra ou
Nova Laven. Os aldeões sempre foram educados e afáveis, com seu jeito sulista e
taciturno. Era uma comunidade que havia sobrevivido nessas condições difíceis
durante séculos, e Toa respeitava isso imensamente.
Assim, foi com uma pontada de tristeza que ele deparou com o que restava
do povoado. Enquanto seu navio seguia para o porto estreito, ele examinou os
caminhos de terra batida e os casebres de pedra, e não encontrou sinal de vida.
– Qual é o problema, senhor? – perguntou Crayton, o imediato, um bom sujeito.
Era leal a seu modo, ainda que um tanto preguiçoso.
– Este lugar está morto – respondeu Toa baixinho. – Não vamos atracar aqui.
– Morto, senhor?
– Não há ninguém.
– Talvez eles estejam em algum tipo de reunião religiosa. As pessoas aqui do
extremo sul têm seus costumes próprios.
– Não acho que seja isso.
Toa apontou para o cais com o dedo grosso e calejado. Uma placa tinha sido
pregada na madeira. Nela estava pintado em preto um rabisco oval. Oito linhas
pretas escorriam dele.
– Que Deus os proteja – sussurrou Crayton, tirando o gorro de tricô.
– Esse foi o problema: não protegeu.
Os dois ficaram olhando a placa. Não havia qualquer som, a não ser o vento frio
que agitava o comprido casaco de lã e a barba de Toa.
– O que vamos fazer, senhor? – perguntou Crayton.
– Não vamos desembarcar, isso é certo. Diga aos vagas para lançarem âncora.
Está ficando tarde. Não quero navegar por essas águas no escuro, por isso passa-

remos a noite aqui. Vamos voltar para o mar de manhã bem cedo e nunca mais
chegaremos perto de Bleak Hope.
Partiram na manhã seguinte. Toa esperava chegar à ilha de Ermo dos Ventos
em três dias e imaginava que os monges de lá teriam cerveja boa para vender, o
suficiente para cobrir as despesas.
Foi na segunda noite que encontraram a clandestina. Toa foi acordado por
batidas à porta de sua cabine.
– Capitão! – gritou Crayton. – Os homens encontraram… uma menininha.
Toa gemeu. Tinha tomado rum demais antes de ir dormir e a dor de cabeça já
havia se instalado.
– Uma menina? – perguntou depois de um instante.
– Si-sim, senhor.
– Pelas águas do inferno – murmurou ele, saindo da rede.
Colocou uma calça úmida, o casaco e as botas. Uma mulher a bordo, mesmo
uma menina, significava azar nessas águas do sul. Todo mundo sabia disso. Enquanto
pensava em como se livrar da clandestina, abriu a porta e ficou surpreso
ao ver Crayton sozinho, com o gorro de lã na mão.
– E então? Cadê a menina?
– Na popa, senhor.
– Por que não a trouxe?
– Nós… Bem, os homens não conseguem tirá-la da área de carga. Ela se escondeu
lá.
– Não conseguem…?
Toa suspirou, imaginando por que ninguém tinha jogado logo a garota na
água. Seus homens não eram de ficar frouxos por causa de uma menininha.
Talvez uma reação ao que tinham encontrado em Bleak Hope. Talvez o terrí-
vel destino do povoado tivesse deixado seus homens temporariamente mais
sensíveis.
– Ótimo – disse ele. – Me leve até a menina.
– Sim, senhor.
Crayton pareceu nitidamente aliviado por não ter levado uma bronca do capitão.
Toa encontrou seus homens reunidos em volta da área de carga. A portinhola
estava aberta e eles olhavam para a escuridão lá embaixo, murmurando e fazendo
sinais para rechaçar maldições. Toa pegou um lampião com um deles e apontou

a luz para o buraco, imaginando por que uma menininha deixava seus homens
tão assustados.
– Olhe, garotinha. É melhor você…
Ela estava enfiada entre as pilhas de cabos grossos. Parecia imunda e faminta,
mas, fora isso, era uma garota bastante normal, de uns 8 anos. Era até mesmo
bonita, do jeito sulista, com pele clara, sardas e cabelo tão louro que parecia quase
branco. Mas havia algo em seus olhos. Pareciam vazios, ou pior do que vazios.
Eram poços de gelo que extinguiam qualquer calor que a pessoa tivesse. Eram
olhos velhíssimos. Olhos que tinham visto demais.
– Nós tentamos tirá-la, capitão – disse um dos homens. – Mas ela não sai de
jeito nenhum. Além disso, ela é…
– É – disse Toa.
Ele se ajoelhou perto da abertura e se obrigou a continuar olhando para a menina,
mesmo querendo desviar os olhos.
– Qual é o seu nome, garota? – perguntou, agora muito mais baixo.
Ela apenas o encarou.
– Sou o capitão deste navio. Sabe o que isso quer dizer?
Lentamente, ela assentiu.
– Quer dizer que todo mundo neste navio precisa fazer o que eu mando. Isso
inclui você. Entendeu?
Ela assentiu mais uma vez. Ele estendeu a mão morena e peluda para dentro
do depósito.
– Agora, garota, quero que saia daí e segure a minha mão. Juro que não vai
acontecer nada de ruim com você neste navio.
Por um longo momento nenhum dos dois se mexeu. Então, aos poucos, a garota
estendeu a mãozinha e deixou que Toa a segurasse.
A menina estava agora na cabine de Toa. O capitão suspeitava que ela conseguiria
falar se não houvesse uma dúzia de marinheiros com aparência rude a
encarando. Deu-lhe um cobertor e um copo de rum quente. Sabia que rum não
era o tipo de coisa que se dava às menininhas, mas era só o que tinha a bordo a
não ser água, e a água era preciosa demais para desperdiçar.
Agora ele estava sentado diante de sua mesa, e ela, em seu catre, o cobertor enrolado
com força em volta dos ombros, o copo de rum nas mãos minúsculas. A menina
tomou um gole e Toa esperou que ela se encolhesse diante do sabor pungente, 14 mas

mas ela apenas engoliu e continuou a espiá-lo com aquele olhar vazio, desolado, do
azul mais frio que já vira, mais profundo que o próprio mar.
– Vou perguntar de novo, garota – disse ele, mas sua voz ainda era gentil. –
Qual é o seu nome?
Ela apenas o encarou.
– Você… – Ele não podia acreditar que estava ao menos pensando isso, quanto
mais perguntando. – Você é de Bleak Hope?
Então ela piscou, como se saísse de um transe.
– Bleak Hope. – Sua voz estava rouca pela falta de uso. – É, sou.
Algo no modo como ela falou fez Toa reprimir um tremor. A voz era tão vazia
quanto os olhos.
– Como veio parar no meu navio?
– Isso aconteceu depois.
– Depois do quê?
Então ela o encarou e seus olhos não estavam mais vazios. Estavam cheios, tão
cheios que o velho coração de Toa pareceu que iria se torcer feito um trapo em
seu peito.
– Vou contar – disse ela, a voz tão úmida quanto os olhos. – Vou contar apenas
ao senhor. Depois nunca mais vou falar isso em voz alta.
Ela estava escondida entre as pedras. Foi por isso que não a viram.
Amava as pedras. Grandes pedregulhos pretos e ásperos que podia escalar
acima das ondas violentas. Sua mãe ficava aterrorizada com o modo como ela
saltava de uma pedra para outra.
– Você vai se machucar!
E ela se machucava. Frequentemente. Os tornozelos e os joelhos viviam ralados
e com cicatrizes das pedras cheias de gumes ásperos. Mas ela não se importava.
Amava as pedras mesmo assim. Quando a maré baixava, elas tinham sempre tesouros
na base, meio enterrados na areia acinzentada: cascas de caranguejo, ossos
de peixe, conchas e, às vezes, se tivesse muita sorte, um pedaço de vidro marinho.
Esses ela valorizava acima de todo o resto.
– O que é isso? – perguntou à mãe uma noite, as duas sentadas diante do fogo
depois do jantar, aquecidas e bem-alimentadas com cozido de peixe.
Ela ergueu um pedaço de vidro marinho vermelho para a luz, de modo que a
cor brilhou no piso de pedra da cabana.

– É vidro, minha gaivotinha – respondeu a mãe, os dedos trabalhando depressa,
remendando uma rede de pesca para o pai. – Pedaços de vidro polidos
pelo mar.
– Mas por que é colorido?
– Acho que é para ficar mais bonito.
– Por que nós não temos nenhum vidro colorido?
– Ah, é só uma bugiganga chique do norte. Não há utilidade para isso aqui.
Assim, ela amou o vidro marinho ainda mais. Colecionou-os até ter o suficiente
para fazer um colar com um pedaço de corda de cânhamo. Deu de presente
de aniversário ao pai, um pescador carrancudo que falava muito pouco.
Ele segurou o colar, analisando de maneira cautelosa os brilhantes pedaços
vermelhos, azuis e verdes de vidro. Então fitou os olhos da filha e viu como ela
estava orgulhosa, como ela amava aquele objeto. Seu rosto enrugado pelo trabalho
sob o sol se abriu num sorriso e ele amarrou o colar com cuidado no pescoço.
Os outros pescadores zombaram dele durante semanas, mas ele apenas tocava o
vidro marinho com as pontas dos dedos calejados e sorria.
Quando eles vieram naquele dia, a maré havia acabado de baixar. Ela estava
procurando novos tesouros na base das pedras. Tinha visto o topo dos mastros
do navio a distância, mas estava concentrada demais na busca por vidro marinho
para se preocupar com aquilo.
Só notou como o navio era estranho quando finalmente se sentou em uma
pedra para examinar a coleção de conchas e ossos. Era grande e bojudo, com três
velas e portinholas de canhões por todo o costado. Muito diferente dos navios
mercantes. Não gostou nem um pouco da aparência. E isso foi antes de notar a
grossa nuvem de fumaça que surgia de seu povoado.
Correu em direção às casas. Suas pernas magricelas agitavam a areia e o mato
alto enquanto cortava caminho por entre árvores retorcidas. Se houvesse um incêndio,
sua mãe não se incomodaria em salvar os tesouros guardados no baú de
madeira embaixo de sua cama. Era só nisso que conseguia pensar. Tinha passado
tempo demais coletando os tesouros para perdê-los. Era o que tinha de mais precioso.
Pelo menos pensava assim.
Enquanto se aproximava do povoado, viu que o incêndio tinha se espalhado
por todas as casas. Havia homens desconhecidos com uniformes brancos e dourados,
elmos e peitorais de metal. Imaginou se seriam soldados. Mas os soldados
supostamente protegiam as pessoas, não? Aqueles homens estavam arrebanhando todos até o centro da aldeia, brandindo espadas e armas de fogo. Ela parou bruscamente ao ver as armas. Em toda a sua vida, só tinha visto uma arma de fogo.

Era de Shamka, o ancião do povoado. Todo inverno, na véspera do
ano-novo, ele a disparava em direção à lua, a fim de acordá-la do sono e trazer o
sol de volta. As armas daqueles soldados pareciam diferentes. Além do cabo de
madeira, do cano de ferro e do percussor, tinham um cilindro redondo.
Estava tentando decidir se chegava mais perto ou se fugia e se escondia, quando
Shamka saiu de sua cabana, soltou um berro furioso e disparou sua arma contra o
soldado mais próximo, que caiu de costas na lama. Um dos outros soldados ergueu
a pistola e atirou em Shamka, mas errou. O ancião deu uma gargalhada de triunfo.
Mas então o intruso disparou uma segunda vez sem recarregar. O rosto de Shamka
exibia surpresa enquanto ele levava a mão ao peito e tombava.
A garota quase gritou, mas mordeu o lábio com força e, em seguida, se abaixou
no mato alto. Ficou escondida no campo frio e lamacento durante horas. Precisou
trincar o maxilar para os dentes não baterem. Ouviu os soldados berrando uns
com os outros, estranhos sons de marteladas e ruídos de tapas. Ocasionalmente
ouvia um dos aldeões implorar, querendo saber o que tinham feito para desagradar
ao imperador. A única resposta era a violência.
Quando tudo ficou escuro e os incêndios haviam se apagado, ela moveu os
membros entorpecidos para se agachar e olhar de novo. No centro da cidade, uma
enorme tenda de lona marrom tinha sido montada, no mínimo cinco vezes maior
do que qualquer casa da aldeia. Os soldados estavam ao redor dela, segurando tochas.
Ela não via os outros aldeões em lugar nenhum. Cautelosamente, a menina
se esgueirou mais para perto.
Um homem alto, usando uma capa branca comprida com capuz, estava lá. Ele
segurava uma grande caixa de madeira e entrou na tenda acompanhado por um
soldado. Alguns instantes depois, os dois saíram, mas o homem não estava mais
com a caixa. O soldado deixou a tenda aberta, depois cobriu a entrada com uma
rede tão fina que nem o menor pássaro poderia atravessar.
O homem de capa tirou um caderno do bolso. Ele se sentou a uma mesa e um
soldado lhe entregou pena e tinta. O homem começou a escrever imediatamente,
parando com frequência para olhar pela rede para dentro da tenda.
Gritos começaram a vir lá de dentro. Eram os aldeões. Não sabia por que eles
berravam, mas isso a deixou tão aterrorizada que ela se deitou de novo na lama
e manteve as mãos cobrindo os ouvidos para abafar o som. Os gritos duraram
apenas alguns minutos, mas muito tempo se passou até ela se obrigar a olhar de
novo naquela direção.
O mundo agora era breu, a não ser por um lampião na entrada da tenda. Os soldados
tinham ido embora e restava apenas o homem com capa, ainda escrevendo em

seu caderno. Ocasionalmente ele olhava para dentro da tenda, conferia seu relógio
de bolso e franzia a testa. Ela se perguntou onde os soldados estariam, mas depois
notou que o estranho navio bojudo atracado no cais estava iluminado. Quando se
esforçou para escutar, pôde perceber o som de vozes masculinas fazendo arruaça.
A garota rastejou pelo mato alto, distanciando-se do homem e seguindo em
direção à lateral da tenda. Ele parecia tão concentrado na escrita que ela poderia
ter andado que ele não notaria. Mesmo assim, o coração dela disparou enquanto
se arrastava pelo pequeno trecho de terreno aberto entre o mato alto e a parede da
tenda. Quando finalmente a alcançou, descobriu que a base tinha sido presa com
estacas, e estava tão esticada que ela precisou arrancar várias antes de conseguir
passar por baixo.
Estava mais escuro ainda do lado de dentro, o ar era denso e quente. Todos os
aldeões estavam no chão, de olhos fechados, acorrentados uns aos outros e aos
grossos mastros da tenda. No centro estava a caixa de madeira sem a tampa. Espalhadas
no chão havia vespas mortas, grandes como pássaros.
Longe, no canto, viu sua mãe e seu pai, imóveis como todos os outros. Foi rapidamente
até eles, o medo intenso tomando conta de seu estômago. Viu o pai se mexer
debilmente e o alívio a inundou. Talvez ainda pudesse salvá-los. Sacudiu a mãe, mas
ela não reagiu. Sacudiu o pai, mas ele apenas gemeu, com os olhos fechados.
Procurou em volta, tentando ver se conseguia afrouxar as correntes. Houve um
zumbido alto perto do ouvido. Ela se virou e viu uma vespa gigante pairando acima
de seu ombro. Antes que o inseto pudesse picá-la, uma mão passou pela frente de
seu rosto e deu um tapa no bicho. A vespa girou loucamente, com uma asa quebrada,
depois caiu no chão. Ela se virou e viu o pai com o rosto retorcido de dor.
Ele agarrou seu pulso.
– Vá! – grunhiu ele. – Fuja.
Em seguida a empurrou com tanta força que ela caiu para trás e o encarou,
aterrorizada. Queria fazer alguma coisa para que aquela medonha expressão de
dor sumisse do rosto dele. À sua volta, outras pessoas se mexiam, os rostos expressavam
a mesma agonia do pai.
Então viu o colar de vidro marinho se mover de forma esquisita. Olhou mais
de perto. Aconteceu de novo. Seu pai arqueou as costas. Os olhos e a boca se escancararam,
como se ele estivesse gritando, mas só saiu um gorgolejo úmido. Um
verme branco, grosso feito um dedo, saiu do pescoço dele. O sangue escorreu
enquanto outros vermes saíam do peito e da barriga.
Sua mãe acordou ofegando, os olhos se revirando de um jeito insano. Sua
pele já estava se remexendo. Ela estendeu a mão e chamou pela filha. Os outros

aldeões se debatiam contra as correntes enquanto os vermes se libertavam. Em
pouco tempo o chão estava coberto com uma massa branca que se retorcia.
Ela queria fugir. Em vez disso, segurou a mão da mãe e a viu se contorcer em
espasmos enquanto os vermes a comiam por dentro. Não se mexeu, não afastou
os olhos até que a mãe ficou imóvel. Só então se levantou com dificuldade, passou
por baixo da parede da tenda e correu de volta para o mato alto.
Ficou olhando de longe enquanto os soldados voltavam ao alvorecer, com grandes
sacos de aniagem. O homem de capa entrou na tenda de novo, depois retomou seu
lugar e escreveu mais no caderno. Fez esse vaivém mais duas vezes, e então conversou
com um soldado, que confirmou com a cabeça, fez um sinal e o grupo com os sacos
entrou na tenda. Quando saíram, tempos depois, os sacos estavam cheios de coisas
que se mexiam, e ela supôs que fossem os vermes. Eles os carregaram para o navio
enquanto os soldados restantes desmontavam a tenda, expondo os corpos lá dentro.
O homem de capa supervisionava enquanto os soldados soltavam as correntes
da pilha de cadáveres. No tempo em que ele ficou ali parado, a menininha gravou
seu rosto na memória. Cabelo castanho, queixo pequeno, rosto pontudo parecendo
um rato, com uma cicatriz de queimadura na bochecha esquerda.
Por fim, eles partiram em seu grande navio, deixando uma placa estranha presa
no cais. Quando não estavam mais à vista, ela se esgueirou de volta para a aldeia.
Demorou muitos dias. Talvez semanas. Mas enterrou todos.
O capitão Sin Toa olhou para a menina. Durante a narrativa, a expressão dela havia
permanecido aterrorizada, com os olhos arregalados. Mas agora se acomodava
de novo no vazio gélido que ele vira quando a atraíra para fora da área de carga.
– Há quanto tempo foi isso? – perguntou ele.
– Não sei.
– Como você chegou a bordo? Nós não atracamos.
– Eu nadei.
– É uma grande distância.
– É.
– E o que eu deveria fazer com você agora?
Ela deu de ombros.
– Um navio não é lugar para uma menininha.
– Preciso continuar viva. Para encontrar aquele homem.
– Você sabe quem era? O que significava a placa?

Ela balançou a cabeça.
– Aquilo era o brasão dos biomantes do imperador. Você não tem a mínima
chance de chegar perto daquele homem.
– Vou chegar – disse ela baixinho. – Algum dia. Nem que eu leve a vida toda.
Vou encontrá-lo. E matá-lo.
O capitão Sin Toa sabia que não podia deixá-la a bordo. As donzelas, até mesmo
as de 8 anos, poderiam atrair a atenção das serpentes marinhas naquelas águas. A
tripulação se amotinaria diante da ideia de manter uma menina no navio. Mas ele
não queria jogá-la na água nem abandoná-la em uma rocha. Quando atracaram no
dia seguinte, em Ermo dos Ventos, procurou o chefe da ordem dos vinchen, um
monge velho e encarquilhado chamado Hurlo.
– A menina passou por coisas que eu não desejaria nem para o meu pior inimigo
– disse ele. Os dois conversavam no pátio do mosteiro. – Ela teve a vida devastada
pela violência. Talvez a única opção seja uma vida monástica.
Hurlo ocultou as mãos nas mangas de seu manto preto.
– Simpatizo com a situação, capitão. De verdade. Mas a ordem dos vinchen é
somente para homens.
– Mas sem dúvida vocês poderiam ter uma serviçal. Ela é camponesa, acostumada
ao trabalho duro.
Hurlo assentiu.
– Poderíamos. Mas o que acontecerá quando ela chegar à idade de começar
a florescer? Vai se tornar uma enorme distração para meus irmãos, particularmente
os mais jovens.
– Então permita que ela fique até lá. Pelo menos vocês a terão abrigado durante
alguns anos. Mantenha-a viva para que ela encontre seu próprio caminho.
Hurlo fechou os olhos.
– Não vai ser uma vida fácil para ela aqui.
– Não sei o que ela faria com uma vida fácil se o senhor lhe desse uma.
Hurlo olhou para Toa. Para surpresa do capitão, ele sorriu de repente, com os
velhos olhos brilhando.
– Vamos pegar essa criança sofrida que o senhor encontrou. Um pouco de caos
na ordem provoca mudanças. Talvez para melhor.
Toa deu de ombros. Nunca havia entendido completamente Hurlo nem a ordem
vinchen.

– Se o senhor diz, grão-mestre...
– Qual é o nome da criança?
– Por algum motivo ela não quis me dizer. Acho até que ela não se lembra.
– Então como vamos chamar essa criança nascida de um pesadelo? Somos dois
guardiões estranhos, mas teremos que lhe dar um nome.
O capitão Sin Toa pensou por um momento, cofiando a barba.
– Talvez o nome da aldeia de onde veio, à qual ela sobreviveu. Para manter algo
em sua memória, pelo menos. Bleak Hope. “Triste esperança”.
– É apropriado. Traga a jovem Hope para cá.

2

Sadie estava bêbada naquela noite. Bêbada demais para voltar para a cama. Mas
também não poderia ficar onde estava.
– Vou fechar o bar, Sadie – avisou Madge Suspensórios.
Sadie a encarou, lutando contra a visão embaralhada. Madge era a leoa de chá-
cara e a responsável por manter a ordem na taverna Rato Afogado. Tinha mais de
1,80 metro e ganhara o apelido porque era tão grande que precisava usar suspensórios
para manter as saias no lugar.
Madge era uma das pessoas mais temidas e respeitadas nos bairros pobres de
Nova Laven. Por toda a região de Círculo do Paraíso, Costas de Prata e Ponta
do Martelo era sabido que ela mantinha a ordem em sua taverna. Qualquer um
idiota ou imprudente a ponto de provocar encrenca teria a orelha arrancada,
seria proibido de entrar no estabelecimento e marcado pela vergonha pelo resto
da vida. Madge exibia sua coleção de orelhas em pequenos potes de conserva
atrás do balcão.
– Sadie – disse Madge. – É hora de ir.
Sadie assentiu e se levantou cambaleando.
– Você tem onde ficar? – perguntou Madge.
Sadie balançou a mão enquanto arrastava os pés pelo piso coberto de serragem.
– Posso cuidar de mim mesma.
Madge deu de ombros e começou a colocar as cadeiras em cima das mesas.
Sadie saiu cambaleando do Rato Afogado. Examinou o quarteirão procurando
algum conhecido que pudesse recebê-la durante a noite, franzindo os olhos sob
a luz fraca dos lampiões tremeluzentes. A rua estava praticamente vazia, o que
significava que a polícia já havia passado ou estava a caminho.

– Pelo mijo do diabo! – xingou, coçando o cabelo sujo e embolado.
Seguiu pela rua arrastando os pés até ver a placa de uma estalagem chamada
Mãe do Marinheiro. O lugar era uma notória casa de alistamento, mas ela era
Sadie Cabra, conhecida no Círculo do Paraíso, em Costas de Prata e na Ponta
do Martelo como uma das mais talentosas ladras, mercenárias e arruaceiras que
ainda respiravam. Tinha uma grande reputação. Ninguém seria idiota a ponto de
tentar sulizá-la.
Foi oscilando insegura até a estalagem, onde pediu um quarto para passar
a noite. O estalajadeiro, um gafa magro e cheio de papadas chamado Backus, a
olhou com ar avaliador.
– Nada de tramoias – disse ela, cutucando a testa dele com o dedo, imprimindo
força suficiente para marcá-la.
– Naturalmente não. – Backus deu um sorriso empapuçado. – Eu mesmo cuidarei
de você. Não quero que haja nenhum mal-entendido.
– Tá ensolarado. Vamos então, estalajadeiro.
Backus a levou pela escada de madeira quebrada e seguiram por um corredor
sujo que ecoava com risos, soluços e algum sacana tocando rabeca nessa hora
ingrata. Backus destrancou a última porta à esquerda e Sadie passou por ele, indo
em direção ao colchão imundo no chão.
– Quer que eu traga alguma coisa para beber antes de dormir? – perguntou Backus.
– Isso seria muito ensolarado de sua parte, Backus. Talvez eu tenha me enganado
a seu respeito.
– Aposto que sim – disse Backus, abrindo um sorriso.
Sadie se deixou mergulhar no colchão, sem se incomodar em tirar as saias, as
botas ou as facas. Olhou o teto rachado girar desagradavelmente por alguns minutos
até Backus voltar com uma caneca fria cheia de alguma coisa boa. Se não
estivesse tão bêbada, teria sentido o leve cheiro de rosa preta antes de tomar um
gole. Mas acabou bebendo o líquido de uma vez.
Alguns minutos depois, tudo ficou escuro.
Quando acordou, não estava mais no colchão. Percebeu que estava deitada de
bruços num piso de madeira. Demorou um segundo até notar que o convés balançava
para trás e para a frente. Um pequeno facho de sol vinha por uma janela redonda
e iluminava apenas o suficiente para ela ver que era o porão de um navio.
– Pelo mijo do diabo!

Lutou para se levantar, mas as mãos e os pés estavam atados com uma corda
suja, de modo que o máximo que conseguia era ficar sentada. Tentou desamarrar
os pulsos, mas era difícil naquele ângulo, e o tipo de nó de marinheiro era tão
surpreendentemente complexo que ela nem sabia por onde começar.
Recostou-se em alguma coisa que soltou um leve grunhido. Virou-se e viu um
garoto ao lado, também amarrado com cordas. Estava maltrapilho e imundo, provavelmente
algum moleque de rua que fora apanhado como ela.
– Ei, garoto! – Ela o cutucou com força nas costelas com o cotovelo. – Acorda!
– Me larga, Rolha – murmurou o garoto. – Não tenho nada pra você.
– Ô, imbecil! – Ela o cutucou de novo. – Nós fomos sulizados!
– O quê?
Os olhos do garoto se abriram. Eram de um vermelho intenso, como rubis.
Sinal de uma criança nascida de mãe viciada em especiaria coral, uma droga
muito forte e que devorava lentamente o cérebro. A maioria das crianças que
nascia dependente de coral não passava do primeiro mês de vida. Sadie achou
que existia algo escondido nesse moleque para ter sobrevivido. Bem escondido,
porque ela não conseguia ver. O garoto estava balbuciando e ganindo feito um
cachorrinho espancado. Lágrimas escorriam de seus olhos vermelhos, encobertos
por cabelos castanhos desgrenhados.
– O-Onde estou? O q-que aconteceu?
– Já falei, não falei? Nós fomos sulizados.
– O q-que isso significa?
– Você caiu da xota, por acaso? Nunca ouviu falar em sulizar? Como é que você
vive na rua e não sabe de uma coisa dessas?
O lábio do garoto estremeceu como se ele fosse dar início a uma nova torrente
de lágrimas. Mas surpreendeu-a inspirando trêmulo e dizendo:
– Eu só fui para a rua há um mês. Não sei muita coisa. Então, por favor, dona,
por favor, diga o que está acontecendo.
Ela o encarou, e talvez fosse o primeiro sinal do amolecer da idade se estabelecendo.
Mas, em vez de rir ou cuspir, ela apenas suspirou.
– Qual é o seu nome, garoto?
– Rixidenteron.
– Pelo mijo do diabo, que nome feio!
– Minha mãe era pintora. Ela me deu esse nome por causa do grande pintor
romântico lírico Rixidenteron III.
– Então sua mãe morreu?
– É.

Ficaram quietos por um minuto, com apenas uma fungada ocasional do garoto
e o sibilo fraco quando a proa rompia a água. Deviam estar viajando a uma velocidade
considerável.
– Então é o seguinte... – disse Sadie, por fim. – Estamos a bordo de um navio
que vai para as ilhas do sul. Fomos recrutados à força. Eles vão deixar a gente
aqui um tempo, para amolecer, depois vão descer, talvez sangrar a gente um
pouquinho para deixar claro que estão falando sério. Em seguida vão mandar
escolher: entrar para a tripulação ou ser declarado clandestino e lançado
ao mar.
Os olhos do menino se arregalavam cada vez mais.
– Mas… – Seu lábio estremeceu de novo. – Mas eu não sei nadar.
– Essa é a ideia. Mesmo se você soubesse nadar, estaríamos tão longe da
costa que você jamais chegaria até lá. Teria que escapar dos tubarões, das
focas e…
– Eu… eu não quero ir para as ilhas do sul – choramingou ele. – Dizem que lá é
cheio de monstros, que não tem comida nem luz e ninguém nunca volta! A gente
vai… ficar lá… para sempre!
A voz saía em espasmos enquanto ele era dominado pelo choro.
Sadie tinha ouvido mais do que o suficiente. Pensou em lhe dar um belo chute
na cara. Isso iria fazê-lo se calar. Duvidava de que ele fosse de muita ajuda quando
escapasse. Ele nem era um verdadeiro vaga de rua. Era o filho de uma artista,
provavelmente mamou na teta até os 5 anos. Ela não fazia ideia de como ele tinha
conseguido sobreviver um mês nas ruas.
Mas tinha sobrevivido. E não parecia estar passando fome. Portanto devia haver
alguma coisa nele. Imaginou o que seria. O choro do menino tinha se reduzido
a fungadas. Para fazê-lo parar com aquele som irritante, ela disse:
– Então, Rixi sei lá o quê, como era a sua mãe? O que aconteceu com ela?
Ele deu uma última fungada e enxugou os olhos vermelhos e lacrimejantes no
ombro.
– Quer mesmo saber?
– Claro que quero – respondeu ela, acomodando as costas num saco de batatas
e ficando o mais confortável que podia com os pulsos e os tornozelos amarrados.
Talvez se passassem horas até que alguém viesse ao porão e ela pudesse agir. A
história pavorosa do filho de uma artista era melhor do que nada.
– Está bem. – A expressão dele estava séria. – Promete que não contará minha
história para ninguém?
– Juro pelo pau roxo do meu pai – disse Sadie.

A mãe de Rixidenteron, Gulia Pastinas, vinha de uma das famílias que moravam
no extremo norte de Nova Laven, longe da sujeira e da violência do Círculo
do Paraíso, de Costas de Prata e da Ponta do Martelo. Era a segunda filha, bastante
bonita, mas tão voluntariosa e independente que seu pai desistiu da ideia de casá-
-la. Como as famílias ricas não gostavam de deixar as mulheres trabalharem, ele
teria que sustentá-la.
Ficou empolgado quando ela disse que iria se juntar a um grupo de artistas em
Costas de Prata. Na época, era chique os filhos das famílias ricas fazerem contato
com a cultura boêmia. Ele imaginava que seria apenas isso. Uma bela folga de sua
menina problemática.
O que ele não podia imaginar era que Gulia era uma artista tremendamente
talentosa e nunca mais voltaria para casa. Primeiro porque estava ocupada demais
sendo a queridinha da comunidade artística do centro de Nova Laven. E
mais tarde porque estava muito doente para voltar. Não que ela teria retornado,
mesmo se pudesse.
O pai de Rixidenteron era um prostituto, descendente de uma longa linhagem de
prostituição. Jamais lhe ocorreu que houvesse algum problema com sua profissão
até ele conhecer uma linda artista de olhos escuros que, depois de falar com ele
durante dez minutos, declarou que ia salvá-lo de sua vida de sofrimentos. Ela estava
animada com a venda de um novo lote de pinturas e sua ousadia se devia ao vício
recém-adquirido em especiaria coral. Levou-o para casa naquela noite e insistiu que
ele abandonasse a vida no comércio do sexo. Ele respondeu com seu sorriso suave e
caloroso e assentiu de modo afável, tão fascinado com o charme e a paixão intensa
da pintora que teria feito praticamente qualquer coisa que ela pedisse.
Ela pintava e ele ficava responsável pela casa, e durante um tempo foram felizes.
Então Rixidenteron nasceu e tudo mudou. O bebê tinha os reveladores olhos
vermelhos de uma criança viciada em coral, e os amigos declaravam que ele não
duraria mais de uma semana. Mas talvez o menino tivesse alguma força escondida.
Ou talvez fosse porque os pais passavam cada instante em que estavam
acordados cuidando dele, fazendo todo o possível para mantê-lo vivo. Ficavam
sem comida para pagar os remédios que a irmã dela trazia da botica no norte da
cidade. A situação ficou tão ruim que o pai de Rixidenteron sugeriu voltar ao pró-
prio trabalho. Mas ela recusou e, em vez disso, pintava tanto e tão intensamente
que suas mãos estavam sempre manchadas de tinta. Anos mais tarde, os críticos
de arte diriam que essa foi a sua melhor fase.

Assim, contra todas as chances, Rixidenteron sobreviveu. Quando eles comemoraram
seu primeiro aniversário, acharam que o pior havia passado.
Só que as tintas da mãe continham uma toxina de água-viva, inofensiva em
pequenas doses, mas que vinha penetrando na pele durante anos e estava começando
a atacar seus nervos. Com isso e o vício em coral, ficava cada vez mais difícil
pintar. Quando Rixidenteron fez 2 anos, ela não conseguia mais segurar o pincel
com firmeza. De novo o pai se ofereceu para voltar ao trabalho. E, mais uma vez,
ela recusou. Em vez disso, ensinou Rixidenteron a pintar para ela, usando um par
de luvas de couro para que o menino não tivesse o mesmo destino. Quanto tinha
4 anos, ele era capaz de criar qualquer imagem com precisão espantosa. Rixidenteron
pincelava as telas durante horas enquanto a mãe ficava deitada no velho
sofá azul do apartamento, as mãos trêmulas cobrindo os olhos. Ela sussurrava as
imagens que surgiam em sua cabeça. E ele as tornava reais.
Rixidenteron adorava esse tempo que passavam juntos e se orgulhava de ajudar
a mãe, a grande pintora, com sua arte. Mas, à medida que o tempo passava,
a coisa ficou mais difícil. Em vez de afastá-la do vício em coral, a doença de
Rixidenteron e a subsequente enfermidade dela a levaram mais para o fundo do
poço. A partir dos 6 anos do menino, as descrições dela não faziam mais sentido
e ele criava a maior parte das imagens. Porém, ainda que tivesse a destreza da
mãe, não tinha sua visão. E as pinturas deixavam isso evidente. Para os críticos,
era o fim da artista.
Dessa vez o pai não pediu permissão. Simplesmente voltou a trabalhar. Estava
mais velho e a vida tinha cobrado um preço alto, mas ainda era razoavelmente bonito
e capaz de ganhar dinheiro suficiente para comprar, no anonimato, os quadros
de sua amada. Por isso ela continuava a achar que sustentava a família. Rixidenteron
sabia da verdade, mas, quando juntou coragem para contar, ela estava chapada demais
para entender o que ele dizia. Pelo menos foi o que pareceu. Na noite em que
ele contou, ela teve uma overdose de especiaria coral e morreu.
Durante um tempo, Rixidenteron e o pai continuaram a viver do mesmo modo.
No fim de mais um ano, o pai tinha ficado magro e pálido. Rixidenteron não sabia
se era pela doença ou pela perda de sua mãe. De qualquer modo, o pai não parecia
interessado em melhorar.
Faltando uma semana para seu oitavo aniversário, Rixidenteron descobriu que
o pai tinha morrido enquanto dormia. Limpou a bosta e o sangue do corpo dele,
queimou a roupa de cama e saiu.

– Mas como você viveu nas ruas? – perguntou Sadie. – Como, por todos os
infernos, você sobreviveu quando obviamente não sabia nada sobre o mundo?
Ele deu de ombros.
– Conheci outros garotos e eles me deixaram ficar. Sou bom em pegar coisas.
– Como assim?
– Minhas mãos são rápidas, talvez por ter pintado tanto, não sei. Mas pegar
carteiras, relógios e coisas assim é fácil para mim. As pessoas nunca notam.
Os olhos de Sadie brilharam.
– Esse é um dom raro e útil. – Ela olhou o nó complexo que mantinha suas
mãos juntas. – Imagino se essas mãos não conseguem desfazer isso aqui.
– Provavelmente conseguem.
– Mesmo amarradas?
– Posso tentar.
– Por que não tenta?
Quando um marinheiro finalmente desceu ao porão para dar uma olhada nos
dois, o sol tinha se posto e apenas um fraco luar se derramava pela escotilha. Eles
ouviram o marinheiro antes de vê-lo, as botas batendo nos degraus íngremes enquanto
ele murmurava sozinho.
– Mulheres e crianças como tripulantes... Que viagem desgraçada vai acabar
sendo!
Era um gafa velho, com fios brancos salpicando o cabelo e a barba pretos e sebentos.
Usava um suéter de lã esticado pela pança enorme e mancava um pouco.
Sadie e o menino estavam sentados lado a lado no chão, com a corda aparentemente
enrolada nos pulsos. Ela forçou o rosto a permanecer inexpressivo enquanto
o marinheiro a encarava com os olhos franzidos e remelentos de bebida.
– Escutem, vocês dois – disse ele. – Vocês vieram como voluntários forçados
para trabalhar na tripulação deste navio aqui, o Vento Selvagem. Se obedecerem às
ordens e fizerem o que o capitão e eu mandarmos, vão poder ir embora quando
voltarmos ao porto em Nova Laven. Até podemos pagar por seus serviços. Se não
obedecerem às ordens, vão ser açoitados até quase caírem mortos. É assim que
funcionam as coisas aqui. – Ele deu um tapa com sua manzorra no rosto de Sadie,
com tanta força que o lábio dela se partiu. – Vai ser assim. Só que muito pior. Deu
pra entender?
Sadie sorriu, deixando o sangue escorrer pela lateral da boca.

– Sabe por que me chamam de Sadie Cabra?
Ele se inclinou perto, o hálito fedendo a rum.
– Por causa da barba?
Ela deu uma cabeçada na cara dele. Enquanto o homem a encarava boquiaberto,
com o sangue jorrando do nariz quebrado, ela sacudiu a corda que estava
enrolada frouxamente nos pulsos, tirou a adaga da bota e a cravou na garganta
dele. Torceu devagar a lâmina na carne e ele começou a ter convulsões, o sangue
espirrando em seu rosto. Depois ela moveu a lâmina de maneira brusca, abrindo
um talho vertical no pescoço que desceu até a clavícula. Tirou a faca e deixou o
corpo estrebuchante cair no chão.
Limpou o rosto com a manga da blusa, depois se inclinou e desembainhou a
espada do marinheiro.
– Aqui. – Entregou a adaga ao garoto. – Deve haver mais deles lá em cima. Talvez
a gente precise matar todos.
O garoto ficou olhando a lâmina em sua mão, ainda úmida de sangue.
– Olhe para mim quando estiver falando com você – ordenou Sadie.
Como ele não respondeu, ela lhe deu um tapa na nuca. Ele piscou, meio desnorteado.
– Red. Esse é o seu nome agora, por causa desses olhos vermelhos. Se eu fosse
chamar você pelo nome de verdade, estaria morta antes de terminar. Você é meu
ajudante agora. Tá ensolarado?
Os olhos do garoto se arregalaram e ele assentiu.
– Agora vamos explicar àqueles gafas lá em cima que não estamos interessados
em ser sulizados.
Estava escuro no convés, só era possível ver um fragmento de lua. O marinheiro
de vigia no convés ficou tão surpreso ao vê-los que ela cravou a espada no
olho dele antes que o gafa pudesse dizer ao menos uma palavra. Ele caiu estrebuchando
e Sadie demorou um momento para arrancar a espada do seu crânio.
A maior parte dos marinheiros estava bêbada, dormindo ou as duas coisas. Sadie
não se importou. Era isso que eles mereciam. Não era uma espadachim, por isso
foi cortando e furando de qualquer jeito enquanto passavam pelo navio. Quando
chegaram à cabine do capitão, ela ofegava, o braço doía e estava coberta com o
sangue de seis homens. A porta da cabine estava trancada, por isso ela bateu na
madeira com o cabo da espada.
– Saia, seu lixo!
– Sadie! – exclamou a voz aguda de Red.
Ela se virou bem a tempo de ver um homem com um chapéu de aba larga a uns 3 metros de distância, apontando uma pistola em sua direção.

 Mas em vez de disparar, a arma caiu de sua mão. O cabo de uma adaga se projetava em seu peito.
A mão de Red estava vazia.
O garoto deu um sorriso meio sem graça, os olhos cor de rubi brilhando ao luar.
– Eu estava mirando a arma.
Sadie riu e deu um tapa nas costas dele.
– Muito bem, Red. Sabia que você tinha alguma fibra por baixo de toda essa
moleza. Agora vamos virar essa banheira e voltar para Nova Laven. Tem um gafa
lá que precisa que lhe expliquem muito direitinho e devagar que ninguém suliza
Sadie Cabra.
Levar o barco de volta para o centro de Nova Laven foi complicado, já que
nenhum dos dois sabia o que estava fazendo. Mas o vento estava a favor e eles
acabaram chegando ao cais. Provavelmente teriam se chocado contra as docas,
mas por sorte Sadie conhecia alguns vagas do porto que os ajudaram a conduzir
a embarcação sem afundar nem abalroar ninguém.
Sadie deu um grunhido rápido de agradecimento aos marinheiros e desceu
para o cais, com o sabre sujo de sangue ainda na mão. Red a acompanhou, ansioso
para ver como a nova heroína colocava sua vingança em ação.
Era cedo demais para Backus estar trabalhando na estalagem Mãe do Marinheiro,
por isso Sadie foi para o Rato Afogado. Quando chegaram à taverna, ela
escancarou a porta.
– Backus! Seu verme de cu ardiloso!
Backus levantou o rosto fino e empapuçado da caneca de cerveja e olhou para
o outro lado da taverna. Todos os fregueses do Rato Afogado ficaram quietos e os
olhares saltaram dele para Sadie, e de volta.
– Ora, se não é Sadie Cabra. – Seu tom calmo pareceu forçado. – Não esperava
ver você de novo. É horrorosa demais até para os marinheiros?
– Um horror vai ficar é a sua cara depois que eu acabar com você.
Então Sadie levantou a espada e atacou.
A princípio Backus pareceu incrédulo. Todo mundo sabia que não era permitido
provocar encrenca no Rato Afogado. Mas, à medida que ela chegou perto, sua
expressão passou a ser de pavor.
Madge Suspensórios se levantou, surgindo do nada, e agarrou o braço de Sadie
que segurava a espada. Puxou com força suficiente para tirar Sadie do chão, com

um rosnado surgindo de seus lábios grossos. Bateu com força a mão de Sadie
sobre a mesa mais próxima, fazendo as canecas de cerveja voarem e obrigando-a
a soltar a espada.
– Você sabe que não deve provocar encrenca aqui, Sadie. – A voz era um rosnado
gutural.
– Ele tem que saber! – berrou Sadie, tentando soltar a mão do aperto de ferro
de Madge. – Ninguém tenta sulizar Sadie Cabra e continua vivo!
– Eu entendo – retrucou Madge. – Ao mesmo tempo, ninguém tem a permissão
de criar zona no meu bar. Agora se manda daqui.
Todo mundo sabia que Madge gostava de Sadie. Ela estava lhe dando uma
saída. Sadie poderia ter aproveitado e tudo acabaria por aí. Mas não aproveitou.
– Não até eu mostrar a todos eles!
Então ela saltou na direção de Backus com uma força súbita.
Madge Suspensórios apenas grunhiu. Com a mão ainda segurando o pulso de
Sadie, ela a puxou de volta, agarrou sua cabeça com a outra mão, inclinou-se e, com
um som úmido e um jato de sangue, arrancou a orelha de Sadie com os dentes.
O uivo que saiu da garganta de Sadie foi suficientemente alto para chacoalhar
os copos atrás do balcão. Era uma mistura de fúria e dor. Sadie apertou o lado
sangrento da cabeça. Madge segurou a orelha entre os dentes, junto com um tufo
de cabelo que tinha ficado no caminho. Sadie saiu correndo do bar, sufocando os
soluços de vergonha.
Todos os olhares estavam fixados em Madge enquanto ela andava calmamente
até o balcão, pegava um frasco vazio, cuspia a orelha dentro e o acrescentava ao
resto da coleção.
Red viu a espada sangrenta de Sadie ainda na mesa. Não sabia o que iria
acontecer em seguida, mas com certeza Sadie precisaria daquela espada. Correu
pela taverna justo quando Backus estava se virando para a arma. Red a agarrou
antes que Backus pudesse levantar a mão. Depois saiu correndo da taverna atrás
de Sadie.
Encontrou-a cambaleando na direção do cais. Ela estava xingando e chorando,
segurando a lateral da cabeça, o sangue escorrendo entre os dedos.
– O que aconteceu? – A voz dele estava esganiçada.
– Acabaram comigo – choramingou ela. – Sadie Cabra, envergonhada na frente
de todos. Minha orelha agora faz parte da coleção da Madge Suspensórios. Nunca
mais posso colocar os pés lá.
– O que vamos fazer agora?
– Nós? – rosnou ela. – O que nós vamos fazer?
Ela parecia a ponto de lhe dar um soco. Mas então parou e ficou imóvel, franzindo
a testa.
– Nós – disse de novo, agora um pouco mais baixo.
Olhou para o cais. O Vento Selvagem ainda estava onde o haviam deixado. Ela
sorriu para Red.
– Nós vamos iniciar um novo empreendimento, meu melhor vaga. Quem
precisa da imundície do Círculo do Paraíso, de Costas de Prata ou da Ponta do
Martelo quando tantos outros lugares interessantes esperam por nós, implorando
para ser saqueados? Sadie Cabra pode estar acabada. Mas Sadie, a Rainha Pirata,
está apenas começando.

3

O litoral de Ermo dos Ventos era repleto de rochas pretas e ásperas, desgastadas
pelo choque constante das ondas gélidas. Mais para o interior da ilha o solo
era duro, porém, quando revirado de maneira adequada, tornava-se rico e fértil
a ponto de produzir uma abundância de colheitas, particularmente de cevada e
lúpulo, que os monges vinchen usavam para fazer a cerveja marrom valorizada
em todo o império.
A maior parte da ilha era dedicada à agricultura, mas no centro ficava o mosteiro
vinchen, construído séculos antes com a pedra preta da ilha pelos discípulos
de Manay, o Verdadeiro, um dos grão-mestres mais sábios da história do império.
As longas construções retangulares formavam um grande quadrado fechado em
volta de um pátio, e no centro ficava o templo. O lado sul do mosteiro continha
os alojamentos comunitários dos monges, e uma moradia separada, mas humilde,
para o grão-mestre. O lado norte continha a cozinha, e o lado leste, a cervejaria.
O grão-mestre Hurlo tinha visto muitos meninos chegarem ao portão de ferro
preto do mosteiro com expressão de horror nos olhos. A maioria era rica, mimada
e provavelmente mandada para ser um vinchen porque os pais achavam
difícil controlá-los em casa. Hurlo se lembrava de um tempo em que era desejável
ser vinchen. Até mesmo chique. Mas os que eram trazidos a ele agora demoravam
anos para apreciar o que os outros monges jurados tentavam lhes dar.
Mas não sabia o que esperar da garota. Ela era algo completamente novo,
tanto para ele quanto para a ordem. O capitão Toa a trouxe ao portão vestida
de trapos imundos. Seus olhos azul-escuros captavam tudo ao redor, mas não
revelavam nada. Fonte: Editora Arqueiro

Lançamento Editora Arqueiro Março 2018

Oi  Gente!!!

Hoje vamos ver os lançamentos da editora Arqueiro, Março 2018. Os lançamento deste mês esta bem diversificado temos romance, um thriller policial, aventura, suspense, são livros para todos os gostos mas não posso deixar de dar um destaque especial para o lançamento do livro Outlander O resgate no mar, sei que este livro é um relançamento mas, eu sou pouca, maluca e apaixonada nesta história. Para mim o Casal Claire e James são inesquecíveis, sem falar no amor dos dois que ultrapassa o tempo... Abaixo a Sinopse dos livros, e como eu falei no post anterior estou incluindo no fim da postagem alguns links de cupom de descontos do site Cupom Valido para compras virtuais.

Capa livro:
Operação Red Sparrow
Livro: Operação Red Sparrow
Autor: Jason Matthews
Tradução: Marcelo Mendes
Comprar:  Saraiva Cultura Amazon
Lançado originalmente no Brasil como Roleta Russa, Operação Red Sparrow foi adaptado para o cinema com Jennifer Lawrence como protagonista.
“Poucas vezes li um romance tão rico em detalhes. Entre manobras para confundir o inimigo e armadilhas sexuais, fugas mirabolantes e transmissões secretas, Jason Matthews oferece ao leitor uma cartilha sobre o romance de espionagem do século XXI.” – Charles Cumming, The New York Times
Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.
Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.
Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.
Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro. Fonte: Editora Arqueiro

Capa: Livro
Uma proposta e nada mais
Livro: Uma proposta e nada mais #1
Série: Clube dos saobrevimentes
Autor: Mary Balogh
Tradução: Livia Almeida
Comprar:  Saraiva Cultura Amazon
Primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, Uma proposta e nada mais é uma história intensa e cativante sobre segundas chances e sobre a perseverança do amor.
 “Mary Balogh escreve com perspicácia e inteligência. Este é um livro emocionante e divertido, o primeiro de uma série que promete ser extraordinária.” – Romance Reviews Today
 “Um romance de época de profundidade impressionante.” – Publishers Weekly
Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela.
Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa.
Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre. Fonte: Editora Arqueiro

Capa: livro
Estrelas da Sorte
Livro: Estrelas da sorte #1
Série: Os Gardiões
Autor: Nora Roberts
Tradução: Maria Clara de Biase
Comprar:  Saraiva Cultura Amazon
Neste primeiro volume da série Os Guardiões, Nora Roberts se aventura mais uma vez pela fantasia, mas sem deixar de lado o seu envolvente romantismo e a escrita que a consagrou.
“Nora Roberts é uma verdadeira artista das palavras.” – Los Angeles Daily News
Nora Roberts já vendeu mais de 500 milhões de livros no mundo.
Sasha Riggs é uma artista assombrada por sonhos que transforma em pinturas maravilhosas, cenas que preveem o futuro. Ela nunca conseguiu assumir seu dom, mas desta vez não consegue ignorar as visões que a atormentam e viaja para a ilha grega de Corfu.
É lá que encontra as pessoas com quem sonha: um mágico, um arqueólogo, um viajante, um lutador, um solitário. Elas também foram atraídas por uma força inexplicável. Dotadas de habilidades extraordinárias, cada uma terá um papel fundamental na aventura que as espera: encontrar as míticas Estrelas da Sorte, que caíram do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos.
Sasha é quem os mantém unidos e vê no mágico, Bran Killian, um homem de imensa compaixão. Ela tem dificuldade para lidar com sua vidência, mas Bran está lá para apoiá-la. Porém, os dois não devem desviar sua atenção da missão, pois uma ameaça sombria procura corromper tudo que está no caminho para alcançar as estrelas. Fonte: Editora Arqueiro

Capa: Livro
Contagem Regressiva
Livro: Contagemm Regressiva
Autor: Ken Follett
Tradução: Alves Calado
Comprar:  Saraiva Cultura Amazon
Ken Follett já vendeu mais de 160 milhões de livros no mundo.
“Este thriller ambientado na Guerra Fria utiliza uma narrativa em tempo real e gera uma expectativa extraordinária. Impossível parar de ler.” – Booklist
“Follett costura com maestria os fios de sua narrativa até chegar a uma inesperada conclusão. Arrebatador.” – The New York Times
Certa manhã, um homem acorda no chão de uma estação de trem, sem saber como foi parar ali. Não faz ideia de onde mora nem o que faz para viver. Não lembra sequer o próprio nome. Quando se convence de que é um morador de rua que sofre de alcoolismo, uma matéria no jornal sobre o lançamento de um satélite chama sua atenção e o faz desconfiar de que sua situação não é o que parece.
O ano é 1958 e os Estados Unidos estão prestes a lançar seu primeiro satélite, numa tentativa desesperada de se equiparar à União Soviética, com seu Sputnik, e recuperar a liderança na corrida espacial.
À medida que Luke remonta a história da própria vida e junta as peças do que está por trás de sua amnésia, percebe que seu destino está ligado ao foguete que será disparado dali a algumas horas em Cabo Canaveral.
Ao mesmo tempo, descobre segredos muito bem guardados sobre sua esposa, seu melhor amigo e a mulher que ele um dia amou mais que tudo. Em meio a mentiras, traição e a ameaça real de controle da mente, Luke precisa correr contra o tempo para conter a onda de destruição que se aproxima a cada segundo. Fonte: Editora Arqueiro

Capa: livro
Império das tormentas
Livro: Império das Tormentas
Autor: Jon Skovron
Tradução: Alves Calado
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“Império das Tormentas é uma leitura divertidíssima. Mal posso esperar o próximo livro da série.” – Fantasy Book Review
Em um império fragmentado, circundado por mares selvagens, dois jovens de culturas diferentes se unem por uma causa comum.
Uma menina de 8 anos é a única sobrevivente do massacre de sua vila por biomantes, uma das mais poderosas forças do imperador. Batizada com o nome de seu vilarejo para nunca se esquecer do que perdeu, Bleak Hope é treinada em segredo por um mestre guerreiro para se tornar um instrumento de vingança.
Um estranho garoto de olhos vermelhos fica órfão nas esquálidas e sujas ruas de Nova Laven, mas é adotado pela pior pessoa que o destino poderia lhe apresentar: Sadie Cabra, uma das criminosas mais infames do submundo. Batizado como Red, ele é treinado para ser um exímio atirador de facas – além de ladrão, mentiroso e trapaceiro.
Quando um senhor do crime estabelece um acordo de poder com biomantes para tomar o controle do submundo de Nova Laven em troca da miséria da população, as histórias de Hope e Red finalmente se cruzam. Seja por honra ou vingança, essa improvável aliança os levará para a maior batalha da vida deles.
Jon Skovron marca aqui o início da trilogia Império das Tormentas, uma fantasia embalada por uma espadachim habilidosa, piratas, vigaristas, jogos de poder e revolução. Fonte: Editora Arqueiro

Capa: Livro
A mulher na janela
Livro: A mulher na janela
Autor: A. J. Finn
Tradução: Marcelo Mendes
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Primeiro lugar na lista do The New York Times.
“A mulher na janela é um daqueles raros livros realmente impossíveis de largar.” – Stephen King
“Surpreendente. Arrebatador. Sensacional. Um suspense noir para o novo milênio, com personagens fascinantes, reviravoltas formidáveis, uma escrita primorosa e uma narradora com quem eu adoraria tomar uma garrafa de vinho. Talvez duas garrafas.” – Gillian Flynn, autora de Garota exemplar
Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.
Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.
Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?
 Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. A mulher na janela é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock. Fonte: Editora Arqueiro

Capa: Livro
Outlander O Resgate no mar
Livro: O Resgate no mar #3
Série: Outlander
Autor: Diana Gabalson
Tradução: Geni Hirata
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O terceiro livro da série Outlander, que se tornou um fenômeno mundial e foi transformada na bem-sucedida série de TV. 
A pedido dos fãs, agora a série Outlander será publicada em volumes únicos. 
“Incrível, audacioso, empolgante... Diana Gabaldon tece a história com maestria, viajando pelo tempo com facilidade, sem nunca perder o fio da narrativa.” Locus 
 
Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida: Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden. 
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… Seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois. Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, ele precisa retomar sua vida. 
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nessa viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?  Fonte: Editora Arqueiro

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