sábado, 24 de dezembro de 2016

Livro que estou lendo

Oi!!!

Gente, comecei a ler mais um livro, A rebelde do Deserto de Alwyn Hamilton. A história esta sendo ótima, estou amando o livro, os personagens as criaturas místicas e o jeito de Amani destemida e com uma pontaria de dar inveja em qualquer homem, ela é o máximo uma mocinha que não tem nada de indefesa. Estou ansiosa para terminar de ler o livro e poder dividir com vocês um pouco da história, vou adiantando pelo que li até o momento, é de tirar o folego este livro, e sei que ainda muitas coisas serão reveladas deixando a história ainda melhor. Segue abaixo a sinopse do livro:

Foto: Capa do livro
 A rebelde do deserto
Livro: A Rebelde do deserto
Autor: Alwyn Hamilton
Tradução: Eric Novello
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Resenha Paixão terceiro livro da série Fallen de Lauren Kate


Oi!!

Gente, vamos lá hoje estou empolgada e falaremos do terceiro livro da série Fallen de Lauren Kate, Paixão, que contará mais sobre a incrível viagem de Luce e da história de amor que ela e Daniel vivem e viveram em outras vidas e também das descobertas que Luce esta preste a fazer neste livro. Segue a baixo a sinopse do livro:
Foto: Capa Livro Paixão
terceiro livro série fallen

Livro: Paixão #3
Série: Falllen
Autor: Lauren Kate
Tradução: Alda Lima
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
A americana Lauren Kate dá continuação à arrebatadora saga de amor entre um anjo e uma adolescente em Paixão, o terceiro e aguardado volume da série Fallen A nova aventura comprova o sucesso dos seres alados na literatura, que vêm desbancando os vampiros na preferência dos jovens leitores e nas listas e prateleiras: best seller instantâneo nos Estados Unidos, onde foi lançado junho, o livro alcançou logo nas primeiras semanas o topo da prestigiada lista de mais vendidos do New York Times, na companhia dos capítulos anteriores, Fallen e Tormenta, que ocupam a tabela há mais de seis meses.  
Ultrapassando a impressionante marca de 150 mil exemplares vendidos apenas no Brasil, traduzido para mais de 30 países e em breve nas telas pelos estúdios Disney, que comprou os direitos para o cinema, o extraordinário romance entre Luce e seu anjo caído, Daniel, ganha ainda mais drama, mitologia e suspense nesse novo capítulo. Após uma verdadeira eternidade para encontrar seu verdadeiro amor, a mortal Luce está determinada a destravar o seu futuro viajando por suas vidas passadas. 
Antes que Luce e Daniel se conhecessem na Sword & Cross e tivessem lutado contra Imortais e Párias, eles viveram muitas vidas. Luce não sabe mais o que pensar. Seu amor por Daniel é mais forte do que tudo — exceto, talvez, pela necessidade de saber mais sobre a história dos dois e as razões por trás da terrível maldição que atormenta suas vidas repetidamente.
Após um impulso irracional, Luce se arrisca ao mergulhar em um Anunciador. Ela agora está atravessando séculos, caminhando por suas vidas passadas e entrando em contato com versões passadas de si mesma e de Daniel, de modo a compreender seu destino. Cada século, cada vida, detém uma pista.
Mas Daniel nunca a abandonou, nem a abandonaria. Então, a persegue através do passado, tentando alcançá-la sem descanso, antes que Luce possa tentar reescrever a história... colocando em risco todas as suas encarnações.
Quantas mortes um verdadeiro amor pode aguentar? Quanta dor e desespero? 
Poderão Luce e Daniel compreender seu passado, de modo a mudar o futuro? Fonte Editora Record


Este terceiro livro continua a contar a história do segundo livro, depois da batalha travada entre os anjos que defendia Luce os Párias, Luce sente que precisa entender suas vidas passadas e decide viajar pelos anunciadores pelo seu passado, deixando Daniel e os outros anjos para trás. Luce enfrentara um mundo desconhecido, cheio de aventuras e descobertas e tentara entender sobre suas vidas e também procura uma maneira de quebrar a maldição em que se encontra.

Depois que Luce entra no anunciador, seus amigos ficam preocupados e começam a procura-la pelo passado, Daniel viaja também no tempo a procura de seu amor mas sempre chega atrasado. Luce não desiste apesar das dificuldades encontradas no caminho e entre uma visita e outra ela conhece uma gárgula chamado Bill que a ajudara nas viagens e ensinara a ela truques que fará ela aprender mais com seus eu's do passado. A cada vida Luce descobre uma coisa diferente mais sempre chega a mesma conclusão que seu amor por Daniel é verdadeiro e que o fardo dele é mais pesado que o dela.



Crédito imagen: Coração Fallen
Daniel enquanto persegue Luce através do tempo, revive momentos difíceis de sua vida, como as perdas de Luce em cada vida, mas também as escolhas que seus amigos fizeram em relação a qual lado da guerra eles escolheriam o bem ou o mal, reviveu a dor de perder Luce, mas também a alegria de tê-la novamente em seus braços. 

Neste penúltimo livro Luce é traída novamente assim como foi traída antes, mas desta vez é uma traição mas profunda que me deixou com a pulga atras da orelha, eu acertei em partes o que iria acontecer. O livro inteiro conta as vidas de Lucinda no passado e seus encontros com Daniel, este livro eu gostei achei que teve um pouco mais de ação, foi melhor que o segundo, e quando terminou fiquei querendo ler mais.


E vocês o que acharam? Comente ai, de sua opinião! Bjos

Resenha Tormenta segundo livro da série Fallen de Lauren Kate

Oi!!

Gente hoje, falaremos do segundo livro da série Fallen da autora Lauren Kate, Tormenta. Este livro continua contando a história de Luce e Daniel, um romance lindo uma verdadeira historia de amor, que ambos estão lutado para viver. Como eu disse na resenha de Fallen o livro é um mistério só, que envolvendo anjos caídos e mortais, neste segundo livro contara também com novos personagens somando mais uma raça nesta história os Nephilins filhos de anjos caídos com mortais. Este segundo livro será de aprendizado para Luce e de muita luta para Daniel. Baixo a sinopse do livro. 

Foto: Capa do livro Tormenta
Série Fallen
Livro: Tormenta #2
Série: Falllen
Autor: Lauren Kate
Tradução: Alda Lima
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Inferno na terra.
É assim que Luce se sente quando está longe de seu namorado, um anjo caído, Daniel.Demorou uma eternidade até que eles se encontrassem, mas agora ele lhe diz que precisam se separar novamente. Somente pelo tempo necessário para caçar os Párias — anjos caídos, como ele, mas que desejam Luce morta mais do que tudo.
Daniel leva sua amada mortal até a Shoreline, uma escola na rochosa costa californiana que esconde alunos com talentos únicos: os nefilim, filhos ou descendentes de relacionamentos entre anjos e mortais.Na Shoreline, Luce aprende mais sobre as sombras, e como pode utilizá-las como janelas para suas vidas passadas. Porém, quanto mais Luce descobre todas aquelas Luces anteriores a ela, mais ela suspeita que Daniel está escondendo um segredo — um segredo mortal.
E se a versão de Daniel para o passado dos dois não é exatamente verdadeira? E se Luce devesse estar com outra pessoa — em uma vida não amaldiçoada por esse amor proibido? Será que ser amada por um anjo vale todo o sofrimento em séculos de existência?
Tormenta é a sequência de Fallen, que rapidamente conquistou seu lugar entre os mais vendidos do New York Times e em breve chega aos cinemas pelos estúdios Disney. Uma história envolvente repleta de mitologia, romance e suspense — em Fallen o amor nunca morre. Fonte Editora Record

O livro tormenta também é narrado em terceira pessoa e neste livro ouviremos pela primeira vez tanto Luce quanto Daniel no mesmo livro. A história continua no exato momento que o primeiro livro terminou. Luce é levada para um nova escola, Shoreline para se esconder de pessoas que querem mata-la (Anciões e os Párias) mas também ela é a missão de aprender mais nesta escola especial. Sua colega de quarto Shelby, não podia ser mais chata, metida e esnobe assim como alguns outros alunos.

Mas apesar de tudo Luce descobre que as pessoas contam histórias sobre o amor de Luce e Daniel através dos séculos, deixando a desconfortável por tantas pessoas saberem de seu amor por Daniel da vida que dividiram juntos e outro tempo, quando ela mesma não se recorda. Luce faz amizade com alguns alunos Miller, Dawn e Jasmine que a fazia se sentir bem, ao contrário de Shelby que não escondia sua antipatia por Luce. A nova escola de Luce era totalmente diferente de Espada e Cruz, um lugar refinado e lindo com professores totalmente incomum, que deixou Luce perplexa.

Créditos imagem: Tessriel.tumblr.com
Este livro ele é narrado dia após dia, desde a trégua da guerra entre Daniel e Cam, mostra também que eles se uniram para proteger Luce. Daniel ainda não conta nada para Luce sobre o que eles viveram juntos em outras vidas, continua dizendo que ela terá que descobrir sozinha. Descobrimos que as sombras que tanto perturbaram Luce durante toda a sua vida, são anunciadores que tem o poder de mostrar o passado e o presente e revelar segredos, Luce esta aprendendo como usar estes anunciadores a seu favor e acaba descobrindo coisas ligada a suas vidas do passado.

Luce e Daniel passa mais tempo do livro brigando do que aproveitando seus momentos juntos, o que são poucos pois Daniel anda muito ocupado tentando proteger Luce. Este comportamento de Luce em relação a Daniel me deixou irritada, ela era muito infantil, indecisa e teimosa, fazia tudo ao contrário do que era pedia a ela, entrando em uma confusão atras da outra, colocando elas e seus amigos em perigo.

O livro é relativamente bom, gostaria que ele fosse mais desenrolado, Luce passou o livro todo se questionando sobre Daniel e não resolveu nada, apenas no finalzinho que a história começou a andar, mas ai, acabou o livro e ficou tudo para o próximo (oh raiva). Eu esperava mais romance e menos brigas, mais ação e menos choramingueira.

É isso pessoal, o que acharam do segundo livro? Valeu a pena?! Eu ainda não sei dizer, mas vamos ver o terceiro livro com vai ser. Bjos!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Resenha Fallen primeiro livro da série Fallen de Lauren Kate

Oi!

Gente, estou de volta, me desculpe ficar ausente por tanto tempo, tive que cuidar da saúde, e finalmente voltei com gosto de gás!! Como vocês devem saber eu moro no interior e não tem cinema em minha cidade e quando vamos a capital aff é uma loucura quero ver todos os filmes que estão em cartaz, desta vez como fui cuidar da saúde não deu tempo de ver nenhum. Eu fiquei curiosíssima com um filme em particular, fiquei olhando para o cartaz do filme e tentando me lembra de onde eu tinha viste este filme quase entrei em parafuso tentando me lembra, ai do nada eu me lembre de ter visto um trailer dele nas redes sociais.

Não me contive de curiosidade já que não tive tempo para ver o filme, corri para ler o livro, então hoje quero falar para vocês de primeiro livro da série que conquistou muitos leitores e ganhou uma versão nos cinemas, estou falando do livro da Autora Lauren Kate Fallen, mas antes de ler fiz uma rápida pesquisa do livro, para poder entender um pouco do livro, com base no que vi achei que seria uma leitura interessante e realmente foi, então sem mais delongas vamos ao livro.

Capa Livro Fallen
Livro: Fallen #1
Série: Falllen
Autor: Lauren Kate
Tradução: Alda Lima
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
"Caninos alongados vêm dominando o mercado editorial nos últimos anos.  Mas segundo especialistas — entre eles o conceituado jornal britânico The Observer —, asas e plumas prometem acabar com esse reinado. Anjos caídos são a nova onda e começam a tomar o lugar dos sugadores de sangue nas prateleiras e nas listas. Assim como seus pálidos primos, esses seres celestiais são visitantes sobrenaturais, donos de uma carga de adrenalina e sexualidade latente que promete arrebatar os leitores mais jovens. 
Fallen comprova a força da nova tendência. Com uma trama que gira em torno do amor entre um anjo e uma adolescente, o livro de Lauren Kate foi lançado no início de dezembro de 2009 e chegou à lista do NY Times já no fim do mesmo mês. Desde então, mantém presença constante na prestigiada tabela. E, a reboque, teve os direitos para o cinema comprados. A expectativa para o longa é tanta, que vários fãs da história postaram suas próprias versões do trailer — e do elenco ideal — no Youtube.
Lauren aposta no amor impossível entre os protagonistas para tecer o início de uma saga com todos os ingredientes de um cult do gênero. Em Fallen, acompanhamos a adolescente Luce, mandada para um reformatório — apropriadamente batizado de Sword & Cross — após a morte do namorado em um incêndio misterioso. Ela suspeita que estranhas sombras negras, que a atormentam desde a infância, são as verdadeiras responsáveis. Mas quem acreditaria nela?
Na escola, ela encontra o etereamente belo Daniel Grigori, que desperta uma estranha sensação de reconhecimento: único ponto luminoso num lugar onde celulares são proibidos e há câmeras de vigilância por todos os cantos. Mas tanta luz hipnotiza a menina, atraída pelo rapaz como uma mariposa pela chama. Ele tenta se manter afastado de Luce, mas também não consegue. E a verdade promete separá-los como tantas outras vezes — com a morte de Luce. Amantes destinados a se encontrar e se perder vida após vida, século após século.
Excitante, sombrio e romântico Fallen é, ao mesmo tempo, um thriller vigoroso e uma inesquecível história de amor." Fonte: Editora Record

O livro é bem intrigante e também sombrio, o tema do livro já deixa isso no ar, eu comecei a ler o livro com um certo receio pois a história é cheia de mistérios e um romance que despertou em mim a vontade de ler o livro. A primeira vista eu fiz algumas interpretações erronias. O livro é narrado em terceira pessoa, por isso podemos ver o ponto de vista não apenas de Lucinda ou de Daniel mas de todos os personagens, o que deveria deixar as coisas mais claras mas ao mesmo tempo fazia com que a história ficasse cada vez mais complexa para ser entendida.

O livro vem contar a história de Lucinda e seu amor por Daniel, mas também a confusão de seus sentimentos em relação ao Cam. Lucinda foi enviada para um reformatório após a morte de seu amigo Trevor em circunstâncias inexplicáveis, onde Luce foi suspeita de estar envolvida na morte de Trevor. Luce por sua vez alegava não se lembra do que havia acontecido, mas ela se lembrava sim, seu amigo morreu, porque as sombras que seguiam Luce o matou mas ela não poderia falar isso a ninguém todos a chamariam de louca, e ela teria que voltar a tomar medicações controladas.

Quando Luce entrou na escola reformatória ela ficou imediatamente atraída por um garoto incrivelmente lindo que sorrio para ela, de um jeito que mexeu com ela, que por sua vez retribuiu o sorriso, mas do nada ele fez algo que ela jamais esperava ele mostrou o dedo do meio para ela deixando-a sem entender o por que de seu comportamento. Luce conheceu uma menina chamada Ariane que lhe mostrou a escola, e ficava sempre próxima a Luce, mas foi uma menina chamada Penn se tornou sua melhor amiga na escola.

Créditos: Delírios e livros
Luce sempre que olhava para Daniel ela sentia que o conhecia de algum lugar, as vezes ela tinha déjà vu e não entendia mas sempre Daniel a afastava e era grosso com ela, mas Cam não, ele sempre era legal com ela, Luce se sentia bem perto de Cam. Penn que se tornou sua melhor amiga na escola entrou em uma missão com Luce para poderem descobrir mais sobre Daniel, as duas juntas enfrentaram uma missão muito arriscada, cheia de perigo, e encontraram inimigos que até então, ela achava que eram seus amigos. Luce correu perigo de vida neste primeiro livro e mais uma vez ela perdeu amigos para as sombras, somando mais culpa para sua lista que pesava em sua mente.

O livro foi bom cheio de mistérios e como sou muito curiosa terminei o primeiro livro em dois dias, e corri para o próximo livro ansiosa para saber como Luce iria desvendar todos os mistérios que envolve sua vida e se ela iria ficar com Daniel ou Cam. A autora Lauren Kate sabe com esconder um segredo, porque ela conseguir guardar este bem lá no fundo. Eu já havia lido alguns livro sobre vampiro, alienígenas mas nunca um, sobre este tema em questão, é sombrio, misterioso e as vezes assusta e realmente dá medo o tema do livro é intenso e agressivo, eu tentei ter a mente aberta e não julgar sem antes terminar a leitura, foi difícil mas consegui:

Estou morrendo de vontade de assistir o filme e ver os personagens ganhando vida e rostos. E vocês já leram este livro? Gostaram? Diz ai o que acharam!! 

Trailer do Filme


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Trecho exclusivo do livro Cidade dos espelhos


Oi!!!

Gente, estava olhando o site da Editora Arqueiro e vi que ela disponibilizou um trecho do livro Cidade dos espelhos o terceiro e ultimo livro da Série A passagem. Para os fãs que estavam ansiosos para a chegada deste ultimo livro poderão conferir um trechinho desta série apaixonante e matar um pouquinho da curiosidade de saber o que ira acontecer,  o livro ja esta a venda nas livrarias. Segue abaixo o trecho do livro:

Foto: Capa do Livro
A cidade dos espelhos
Livro: A cidade dos espelhos #3
Série: A passagem
Autor: Justin Cronin
Tradução: Alves Calado
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
UMREGIÃO CENTRAL DA PENSILVÂNIA Oito meses depois da libertação da Pátria Agosto de 98 D.V. O chão cedia com facilidade sob a faca,  liberando um cheiro negro de terra. O ar estava quente e úmido; pássaros cantavam  nas árvores. De joelhos, apoiando as mãos no chão, ela golpeava o solo, soltando-o. Um punhado de cada vez, e jogava de lado. Parte da fraqueza havia sumido,  mas não toda. Seu corpo pareciafrouxo, desorganizado, exaurido. Havia a dor e a lembrança da dor. Três dias tinham se passado, ou seriam quatro? O suor  formava gotas em seu rosto; ela lambeu os  lábios e sentiu gosto de sal. Cavava e cavava.  O suor escorria, caindo na terra. É para onde tudo vai, no fim das  contas, pensou Alicia. Para a terra. O monte ao seu lado crescia. Que profundidade seria suficiente? A um metro o solo começou a mudar. Ficou mais frio, com odor de argila. Parecia um sinal. Jogou o corpo para trás, sentando-se sobre as botas, e tomou um longo gole do cantil. Suas mãos estavam em carne viva; a pele na base do polegar tinha se soltado quase inteira. Levou o dedo à boca e usou os dentes para cortar o pedaço de pele, que cuspiu na terra. Soldado a esperava nos limites da clareira, a mandíbula trabalhando ruidosa num trecho de capim que ia até a cintura. A graça de suas ancas, a crina brilhosa, a magnificência dos cascos, dos dentes e dos grandes olhos negros: uma aura de esplendor o cercava. Quando queria, ele era dono de uma calma absoluta; depois, no instante seguinte, podia realizar feitos notáveis. Seu rosto sábio se levantou ao ouvi-la se aproximar. Sei. Estamos prontos. Ele se virou num arco lento, o pescoço abaixado, e a acompanhou na direção das árvores, até o lugar onde ela havia montado sua lona. No chão, junto ao saco de dormir ensanguentado, estava a trouxa menor, feita de um cobertor cheio de manchas. Sua filha tinha vivido menos de uma hora, mas naquela hora Alicia havia se tornado mãe. Soldado observou enquanto ela saía de baixo da lona. O rosto do bebê estava  coberto; Alicia puxou o pano para trás. Soldado baixou a cara para o rosto da criança, as narinas se abrindo, sentindo o cheiro. Nariz e olhos minúsculos, a boca um botão de rosa, espantosos em sua humanidade; a cabeça coberta por  uma touca de cabelos ruivos e macios. Mas não existia vida, não existia respiração.  Alicia tinha se perguntado se seria capaz de amá-la – aquela criança  concebida em terror e dor, gerada por um monstro. Um homem que a havia espancado, estuprado, xingado depois de acabar. Como tinha sido idiota! Voltou à clareira. O sol estava a pino; insetos zumbiam no capim, uma pulsação rítmica. Soldado ficou junto enquanto ela colocava a filha na sepultura. Quando o trabalho de parto havia começado, Alicia rezara. Que ela esteja bem. Enquanto as horas de agonia se dissolviam uma na outra, sentiu a presença fria da morte por dentro. A dor a golpeava, um vento de aço que ecoava nas células como um trovão. Algo estava errado. Por favor, Deus, proteja-a, proteja-nos. Mas suas orações tinham caído no vazio. O primeiro punhado de terra foi o mais difícil. Como seria possível fazer isso? Alicia tinha enterrado muitos homens. Alguns ela conhecera, outros não; apenas um ela havia amado. O garoto, Cano Longo. Tão divertido, tão vivo, e se fora. Deixou a terra escorrer por entre os dedos. Os torrões bateram no pano com um som de tapinhas, como as primeiras gotas de chuva caindo sobre folhas. Pouco a pouco sua filha desapareceu. Adeus, pensou. Adeus, minha querida, meu amor. Voltou à tenda. Sua alma estava despedaçada, como um milhão de cacos de vidro dentro do corpo. Os ossos eram canos de chumbo. Precisava de água, comida; o estoque havia acabado. Mas caçar estava fora de questão, e o riacho, uma caminhada de cinco minutos colina abaixo, parecia a quilômetros de distância. As necessidades do corpo: o que importam? Nada importava. Deitou-se no saco de dormir, fechou os olhos e logo adormeceu. Sonhou com um rio. Um rio largo e escuro, sobre o qual brilhava a lua. Ele espalhava a luz sobre a água como uma estrada de ouro. Alicia não sabia o que estava adiante, só que precisava atravessar esse rio. Deu o primeiro passo, cautelosa, na superfície luzidia. Sua mente estava dividida: metade se maravilhava com a estrada improvável, metade, não. Quando a lua tocou a sombra oposta, ela percebeu que fora enganada. O caminho estava se dissolvendo. Em pânico, começou a correr, desesperada para chegar à outra margem antes que o rio a engolisse. Mas a distância era grande demais; a cada passo o horizonte saltava mais para longe. A água borbulhava ao redor dos tornozelos, dos joelhos, da cintura. Não tinha forças para lutar contra a correnteza. Venha a mim, Alicia. Venha a mim, venha a mim, venha a mim. Ela estava afundando, tomada pelo rio, mergulhando na escuridão… Acordou com uma luz fraca, alaranjada; o dia estava quase acabando. Ela permaneceu imóvel, juntando os pensamentos. Tinha se acostumado com esses pesadelos; as peças mudavam, mas jamais a sensação – a inutilidade, o medo.  
Mas desta vez havia algo diferente. Um aspecto do sonho tinha passado para a vida; sua camisa estava encharcada. Olhou para baixo e viu manchas se alargando. Seu leite havia chegado. Ficar ali não tinha sido uma decisão consciente; a vontade de continuar simplesmente desaparecera. Então sua força retornou. Veio com passos pequenos e, depois, como uma visita há muito esperada, chegou de repente. Ela construiu um abrigo com galhos secos e trepadeiras, usando a lona como cobertura. A floresta era cheia de vida: esquilos e coelhos, perdizes e pombos, cervos. Alguns eram rápidos demais para ela, mas não todos. Alicia montava armadilhas e esperava para recolher a caça ou usava sua besta: um disparo, uma morte limpa, depois o jantar, cru e quente. No fim de cada dia, quando a luz se esvaía, tomava banho no riacho. A água era límpida e de um frio atroz. Foi numa dessas excursões que viu os ursos. Um farfalhar 10 metros rio acima, algo pesado movendo-se no mato baixo, e depois eles apareceram à beira do rio, mãe e dois filhotes. Alicia nunca vira esse tipo de criatura em carne e osso, apenas nos livros. Eles entraram juntos na água rasa, empurrando a lama com o focinho. Havia algo frouxo e malformado em sua anatomia, como se os músculos não estivessem presos com firmeza à pele sob os pelos pesados e emaranhados com gravetos. Uma nuvem de insetos cintilava ao redor deles, captando as últimas luzes. Mas os ursos não a notaram, ou, se notaram, não acharam que ela fosse importante. O verão foi sumindo. Num dia, o bosque era um mundo de folhas verdes e volumosas, denso de sombras; em seguida, explodia em cores vibrantes. De manhã, o chão da floresta estalava com a geada. O frio do inverno baixara com um sentimento de pureza. A neve era pesada na terra. As linhas pretas das árvores, as pequenas pegadas dos pássaros, o céu caiado, descorado: tudo fora reduzido à essência. Que mês seria? Que dia? À medida que o tempo passava, a comida se tornava um problema. Durante horas, até mesmo dias inteiros, ela mal se movia, conservando as forças; não falava com ninguém havia quase um ano. Aos poucos percebeu que já não pensava com palavras; era como se tivesse se tornado uma criatura da floresta. Imaginou se estaria enlouquecendo. Começou a falar  com Soldado, como se ele fosse uma pessoa. Soldado, dizia, o que vamos jantar? Soldado, você acha que é hora de catar lenha para o fogo? Soldado, parece que vai nevar? Uma noite acordou no abrigo e percebeu que estivera escutando trovões durante algum tempo. Um vento úmido de primavera chegava em sopros sem 
direção, lançando-se contra o topo das árvores. Sem se afetar pelo que ouvia, Alicia escutou a aproximação da tempestade; e subitamente ela estava ali. Um clarão de raio se bifurcou no céu, congelando a cena em seus olhos, seguido por um estrondo capaz de rachar os ouvidos. Ela deixou Soldado entrar enquanto o céu se rasgava, lançando gotas de chuva pesadas como balas de revólver. O cavalo tremia de terror. Alicia precisou acalmá-lo; bastaria um movimento em pânico no espaço minúsculo e o corpo enorme despedaçaria o abrigo. Meu bom garoto, murmurou, acariciando o flanco do animal. Com a mão livre, passou a corda em volta do pescoço de Soldado. Meu bom garoto. O que acha? Quer fazer companhia a uma garota numa noite de chuva? O corpo dele estava tenso de medo, uma parede de músculos contraídos, no entanto, quando ela lentamente o puxou para baixo, ele permitiu. Do lado de fora das paredes do abrigo os relâmpagos brilhavam no céu. Soldado se ajoelhou com um suspiro portentoso, virou-se de lado junto ao saco de dormir; e foi assim que ambos caíram no sono enquanto a chuva se derramava durante toda a noite, lavando o inverno. Ela viveu dois anos naquele lugar. Ir embora não era fácil; a floresta havia se tornado um refúgio, um conforto. Alicia tinha assumido os ritmos dela como se fossem seus. Mas quando o terceiro verão começou, um novo sentimento surgiu: era hora de partir. De terminar o que havia começado. Ela passou o resto do verão se preparando. Isso implicava fabricar uma arma. Partiu a pé para as cidades ribeirinhas e retornou três dias depois, carregando uma sacola cheia. Entendia o básico do que estava tentando fazer, tendo assistido ao processo muitas vezes; os detalhes viriam através de tentativa e erro. Uma pedra chata junto ao riacho serviria como bigorna. À beira d’água, atiçou o fogo e o observou arder até virar carvão. O truque era manter a temperatura certa. Quando sentiu que tinha conseguido, tirou a primeira peça do saco: uma barra de aço 3/8 com 5 centímetros de largura e 1 metro de comprimento. Do saco tirou também uma marreta, uma pinça de ferro e um par de luvas de couro grossas. Pôs a ponta da barra de aço no fogo e viu a cor mudar enquanto o metal se aquecia. Então começou a trabalhar. Precisou fazer mais três viagens rio abaixo, em busca de suprimentos, e o resultado foi grosseiro, mas no final ficou satisfeita. Usou cipós ásperos para enrolar no cabo, permitindo uma empunhadura firme no metal, que, do contrário, ficaria liso. O peso era agradável na mão. A ponta polida brilhava ao sol. Mas o primeiro corte seria o verdadeiro teste. Na última viagem rio abaixo tinha  
encontrado uma plantação de melões do tamanho de cabeças humanas. Eles cresciam num terreno denso, entre emaranhados de trepadeiras com folhas em forma de mão. Escolheu um e carregou para casa, no saco. Então, equilibrou-o em cima de um tronco caído, mirou e baixou a espada num arco vertical. As metades partidas balançaram preguiçosamente, separando-se uma da outra, como se perplexas, e caíram no chão. Nada restava para mantê-la naquele lugar. Na noite anterior à partida, Alicia visitou a sepultura da filha. Não queria fazer isso no último segundo; sua saída deveria ser limpa. Durante dois anos o lugar tinha ficado sem qualquer marco. Nada parecera digno. Mas deixá-la sem nenhum reconhecimento parecia errado. Com o resto do aço, fez uma cruz. Usou a marreta para fincá-la no chão e se ajoelhou na terra. A essa altura o corpinho teria se reduzido a nada. Talvez alguns ossos ou uma impressão de ossos. Sua filha havia passado para o solo, as árvores, as pedras, até o céu e os animais. Tinha ido para um lugar além do conhecimento. Sua voz estava no canto dos pássaros; os cabelos ruivos, nas folhas chamejantes do outono. Alicia pensou nessas coisas, uma das mãos tocando a terra macia. Mas não tinha mais orações por dentro. Uma vez partido, um coração permanecia partido para sempre. – Desculpe – disse. A manhã nasceu de modo pouco notável: sem vento, cinza, cheia de névoa. A espada, enfiada numa bainha de couro de cervo, estava às costas, em diagonal; as facas, enfiadas nas bandoleiras, foram fixadas num X diante do peito. Óculos escuros, com abas de couro nas têmporas, protegiam seus olhos. Prendeu a bolsa da sela e montou em Soldado. Durante dias ele havia andado de um lado para outro, inquieto, sentindo a partida iminente. Vamos fazer o que acho que vamos fazer? Eu gosto um bocado daqui, sabe? O plano de Alicia era cavalgar para o leste, ao longo do rio, seguir seu curso através das montanhas. Com sorte chegaria a Nova York antes que as primeiras folhas caíssem. Fechou os olhos, esvaziando a mente. Só quando tivesse limpado esse espaço a voz emergiria. Vinha do mesmo lugar dos sonhos, como vento saindo de uma caverna, sussurrando em seu ouvido. Alicia, você não está sozinha. Conheço sua tristeza porque ela é minha. Estou esperando você, Lish. Venha a mim. Venha para casa. Bateu os calcanhares nos flancos de Soldado. Fonte Editora Arqueiro

Resenha Peça-me o que quiser, agora e sempre de Megan Maxwuell


Oi!!

Gente, hoje eu vou de "Peça-me o que quiser agora e sempre" de "Megan Maxwell" este é o segundo livro da série, o primeiro livro "Peça-me o que quiser" eu falei dele aqui no blog, conta como a espanhola (olé) de sangue quente Judith flores conhece seu amor Eric Zirmmerman e do relacionamento complicadíssimo dos dois. Uma história de amor pra lá de quente, cheias de sensualidade, erotismo e muito amor, mais ambos incapazes de dar o braço a torcer nesta relação, sempre querendo ficar por cima. Este livro foi indicação de uma amiga e posso dizer que amei o livro diferente de outros que li, e não deixou a desejar em nada, pelo contrario terminei de ler o primeiro livro, chorando e procurando pelo segundo, que felizmente estava disponível para compra.

Foto: Capa Livro Peça-me
o que quiser agora e sempre 
Livro: Peça-me o que quiser, agora e sempre #2
Série: Peça-me o que quiser
Autor: Megan Maxwell
Tradução: Tamara Sender
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Em peça-me o que quiser, agora e sempre, a aguardada continuação da surpreendente história de amor e sexo entre uma espanhola e um alemão, Judith terá que tomar a decisão mais difícil de sua vida. Será que viver sua paixão é tudo o que realmente importa? Decidida a se afastar para sempre de Eric Zimmerman, Judith pede demissão da empresa Müller. Para se recuperar, resolve se refugiar por um tempo em Jerez, com seu pai. Desesperado com a partida de Jud, Eric vai atrás de seu amor. “algo tão inesperado como você está trazendo emoção a um amargurado alemão. Onde você estava durante toda a minha vida?”, confessa Iceman. Ela resiste o quanto pode, mas a atração entre eles continua forte, e as fantasias sexuais mais vivas do que nunca. Mas desta vez é Judith quem impõe suas condições, e ele deve aceitar para não perdê-la. Tudo parece bem outra vez, até que uma ligação inesperada obriga o casal a interromper a reconciliação: a família de Eric o chama com urgência, e os dois voam para Munique. Judith procura se adaptar ao novo ambiente numa cidade que lhe parece hostil. Longe de seu mundo, terá de decidir se deve de fato dar uma nova oportunidade ao relacionamento, embora tenha plena consciência do quanto o deseja: “antes eu tinha três vícios. Coca-cola, morangos e chocolate. Agora acrescento um, mais forte e poderoso, chamado Eric. Eu o desejo... Desejo e desejo. Não importa a hora, o momento ou o lugar... Eu o desejo.”. Poderá o amor vencer as diferenças e transformar suas vidas? Fonte Suma de Letras

O segundo livro continua no exato momento que terminou o primeiro com Jud fugindo de Eric, deixando-o locou, mas afinal essa é a Jud. Eric procura Jud por todo canto, mas não a encontra ela realmente conseguiu se esconder dele. alugou um lugarzinho pra ela e foi espairecer a cabeça, depois de alguns dias ela vai para casa de seu pai onde Eric vai a sua procura mas ela se recusa a tende-lo e ele volta para a Alemanha.

Jud se torturar como uma boa masoquista que ela é, escutando a musica dos dois, de novo, de novo e de novo sem descanso e chorando também mas ela não da o braço a torcer. O que eu gosto na Jud é seu temperamento ela não leva desaforo para casa e a respeito de duas sirigaitas que aprontaram com ela ela vai dar o troco e em alto estilo (Como gosto desta espanhola! Olé!!) deixando a mulher passada. Mas Jud é assim mexeu com ela o com quem ela ama, pode esperar que vai ter troco, não fica barato.

Passa-se dias e Jud arruma um novo trabalho e vai participar de uma corrida de motocross, afinal a vida não para e ela quer viver sua vida e tentar não pensar em Eric. Mas, surpresa!!! Adivinhem quem apareceu na corrida? Isso mesmo o Iceman ao vivo e a cores e Jud o ignora e flerta descaradamente com outro participante deixando Eric irado, mas fazer o que é a Jud ela age como uma criança fazendo pirraça. srsr

Mas isto não faz com que Eric desista dela pelo contrario parece que dá mais amino dele correr atras dela e conquista-la novamente, ele uso tudo que pode para reconquista-la, flores, doces, liga mas nada faz com que ela o perdoe. Depois de muita confusão, ciúmes e brigas eles fazem as pazes. Eric em segredo com a ajuda do pai de Jud faz uma surpresa para ela maravilhosa reafirmando seu amor mas Jud perdoo Eric mas não significa que ela não castigaria ele e com estilo! Curiosos para saber qual foi o castigo? Leiam não se arrependeram.

Jud vai para Alemanha com Eric e agora tem novos desafios, inclusive com o sobrinho de Eric Flyn (garoto insuportável) mas este será apenas o começo ela terá que batalhar para seu relacionamento der certo. Ainda falta ela se vingar de uma das duas Sirigaitas e ela fará, e como fará (gente sou fã desta Jud). As brigas entre Eric e Jud só começaram e cara!! Como a Jud testa a paciência de Eric, mas ele é um cabeça dura, mandão e ciumento, o que não facilita as coisas. Terminei de ler o livro chorando horrores, aff e louca pra ler o próximo cheia de esperanças e curiosidades e afirmo foi magnifico.

Gente leiam esta série ela é o máximo, quente e muito bonita. Vou avisando ela contém cenas fortes de sexo, é extremamente erótico, eu amei espero que gostem também. Comente, falam o que acharam do livro. Bjos 

Trailer Book






segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Resumo exclusivo e capa do livro voto de Sangue

Oi!!

Gente, fala sério!!! estou contando nos dedos para o lançamento deste livro, estou viciada nesta série!! Eu simplesmente devorei todos os com uma fome que nem sei como explicar, estou apaixonada pela trama, ela é maravilhosa, com uma riqueza de detalhes que nos fazem sentir como se estivéssemos na história, é impossível não se apaixonar. Se vocês são fãs assim como eu sabem muito bem como eu estou ansiosíssima. Segue abaixo um resumo do novo livro e a capa do livro



Foto: Capa Livro
Blood Vow
JR Ward  voto de sangue  não será publicado até 06 de dezembro, mas EW pode revelar exclusivamente a tampa junto com um resumo alargado do segundo livro da série spin-off Sangue Dagger legado do autor.  Sangue Voto continuará o enredo de  The Beast ,  seguindo Rhage, um dos membros originais Irmandade da Adaga Negra. Mais informações - ea tampa latente - a seguir:

Trainees no centro de treinamento da Irmandade da Adaga Negra continuar a preparar-se para a guerra contra a sociedade diminuir, mas a luta é a última coisa na mente de Machado. Ainda atormentado com a culpa da morte de seu pai, o solitário ninhada se vê lutando contra uma atração improvável, primo aristocrática sedutora de Peyton, Elise. Elise sente isso também - especialmente quando os dois são jogados juntos em circunstâncias incomuns, e ela deve decidir se ela pode confiar Machado como ela descobre o mistério em torno da morte de sua irmã.

Enquanto isso, Maria e Rhage está promovendo Bitty, um jovem pretrans órfão, e espero poder adotá-la ... até o aparecimento de um jovem do sexo masculino afirmando ser tio sangue de Bitty ameaça destruir a nova família distante. Fonte EW

Gente, aguardo este lançamento roendo as unhas, para finalmente desvendar quais são as surpresas que a autora Ward tem nos reservados neste livro. Aff parece que que não vai chegar nunca o dia do lançamento, mas levara um tempo para este livro ser lançado aqui no Brasil, então teremos que esperar mais um pouquinho, oh tristeza... Mas enfim vamos esperar ou ler em inglês mesmo. Bjos😉

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Resenha Onix 2º livro da Saga Lux de Jennifer L. Armentrout

Oi!!

Gente, hoje vamos de Ônix o segundo livro da saga lux da autora Jennifer L. Armentrout, amo muito está saga!! Eu já falei pra vocês do primeiro livro Obsidiana que nos apresenta Katy e Daemon e do segredo que cercam a Daemon sua família e amigos e agora, Katy também faz parte deste segredo, correndo risco de vida assim como Daemon. Eu sou apaixonada por esta série, nunca havia lido nada parecido, e gostei muito, a narrativa é legal, a trama te envolve e não tem como não gostar dos personagens a Dee com sua meiguice, Daemon o gato, babaca que agora mudou e Katy uma mocinha que não quer ser frágil, uma combinação deliciosa de ler. Vamos lá, mãos a obra!!!


Foto: Capa Livro
Ônix Saga Lux
Livro: Ônix #2
Série: Saga Lux
Autor: Jennifer L. Armentrout
Tradução: Bruna Hartstein
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Estar conectada a ele é uma droga! Graças ao seu abracadabra alienígena, Daemon está determinado a provar que o que sente por mim é mais do que um efeito colateral da nossa bizarra conexão. Em vista disso, fui obrigada a dar um “chega pra lá” nele, ainda que ultimamente nossa relação esteja... esquentando. Algo pior do que os Arum ronda a cidade. O Departamento de Defesa está aqui. Se eles descobrirem o que o Daemon pode fazer e que nós estamos conectados, vou me ferrar. Ele também. Além disso, tem um garoto novo na escola que, tal como a gente, guarda um segredo. Ele sabe o que aconteceu comigo e pode ajudar, mas, para fazer isso, preciso mentir para o Daemon e ficar longe dele. Como se isso fosse possível! Até que, de repente, tudo muda. Vi alguém que não deveria estar vivo. E tenho que contar ao Daemon, mesmo sabendo que ele não vai parar de investigar até descobrir toda a verdade. Ninguém é o que parece ser. E nem todo mundo irá sobreviver às mentiras. Fonte Valentina

Neste segundo livro Katy já não é mais a mesma, depois de Daemon tê-la curado, agora coisas estranhas vem acontecendo com ela, sem saber ao certo o que esta acontecendo ela se nega a acreditar que suas suspeitas estejam certas, ao invés disso fica arrumando desculpas. Daemon como disse no livro anterior esta fazendo de tudo para ter Katy, ele esta sendo tão fofo. Mas Katy é muito cabeça dura e não acredita nos sentimentos dele, ela acha que tudo esta relacionado com a ligação que eles tem desde que ele a curou. Mas a química entre os dois ainda é gigantesca e suas brigas também. 

Dee esta namorando Adam Thompson que se mostra muito legal, ao contrário de Ash e Andrew que continuam como sempre insuportável. Começa a estudar na escola um garoto novo chamado Blake um gatinho que chama a atenção de Katy pois ele tem quase a mesma paixão que ela, ele tem um blog e também ele é normal o que a deixa mais animada.

Blake tem respostas para as perguntas de Katy, que por sua vez deixa Daemon com a pulga atras da orelha, ele acredita que Blake esconde alguma coisa e não confia nele. Mas nem tudo são flores e neste livro os Aruns não estão assim tão presentes como o no primeiro livro, agora o perigo é o DOD (O Departamento de Defesa) que esta rondando a cidadezinha a procura de alguém muito poderoso que destruiu o satélite do governo com os seus poderes e Katy terá que ficar mais perto a ainda de Daemon, e será cada vez mais difícil ela provar sua teoria de que eles não se gostam.

Foto: Portal Literário Julund


A mãe de Katy começa a namorar, afinal ela tem que viver, e ser feliz foi o que prometeu ao pai de Katy. Katy por sua vez fica dividida entre sua mãe ser feliz, e este novo homem que ela não confia. Mas muita água vai rolar por debaixo desta ponte, e coisas que nunca imaginamos nos será revelado neste livro. Amigos viraram inimigos e trairão, alguém vai morrer, outros ressurgir das cinzas, amizades desfeitas e muito choro...

Gente terminei de ler este livro com o coração miudinho tipo eu sei que tudo nesta história tem um porque, mas fala serio!! Katy neste livro, foi muito ingênua, ela fazia umas escolhas que estava na cara que ia dar errado e ela persistia, esta certo ela acreditava que poderia ser ciúmes de Daemon mas se ela tivesse parado e analisado as coisas friamente ela teria visto o que esta na cara, e evitaria muita coisa.

É legal esta coisa de ela querer ajudar seus amigos e coisa e tal, mas ela poderia ter sido mais esperta. Daemon, foi um fofo boa parte do livro, mas também irritante, quando ele quer tirar uma pessoa do sério ele consegue, admiro a paciência das pessoas perto dele, ou o auto controle delas pra não dá na cara dele, mas ele é cheio de si, arrogante, espertinho não dá um ponto sem nó, e ama muito sua família faz de tudo para protege-la e agora à Katy também.  

O livro é todo narrado por Katy, muito bom já li este livro duas vezes e não me canso. Gostaria de falar muito mais, só eu acabaria contando o livro inteiro, então consegui me segurar um pouquinho, srsr. O que vocês acharam da resenha? Gostaram do livro também? Comentem ai, de sua opinião!! Bjos até mais!!😉

Book Trailer


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Trecho Exclusivo Novembro 9

Oi!

Gente, a Galera Record disponibilizou um capitulo do livro que esta fazendo um grande sucesso, um romance que estou empolgada pra ler. Gente pensa em uma lista de livros que só aumenta, são tantos livros que não sei por qual começar. Segue a baixo um trecho deste romance.

Foto: Capa Livro
Novembro 9
Livro: Novembro 9
Autor: Colleen Hoover
Tradução: Ryta Vinagre
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Fallon
Que barulho será que faria se eu quebrasse esse copo na lateral da cabeça dele? É um copo grosso. A cabeça dele é dura. Há potencial para uma bela pancada.Será que ele sangraria? Tem guardanapos na mesa, mas não são do tipo que conseguiria absorver muito sangue.— Então, é isso. Estou um pouco chocado, mas está acontecendo — diz ele.Sua voz me faz apertar mais o copo na esperança de que continue na minha mão e não acabe de fato na cabeça dele.— Fallon? — Ele pigarreia e tenta suavizar suas palavras,mas ainda me cortam como se fossem facas. — Vai dizer alguma coisa?Bato o canudo na parte oca de um cubo de gelo, imaginando que o gelo é a cabeça dele.— O que quer que eu diga? — resmungo, parecendo uma criança birrenta, e não a adulta de 18 anos que sou. —Quer que eu te dê os parabéns?Minhas costas tocam o encosto atrás de mim e cruzo os braços. Olho para ele e me pergunto se o arrependimento que vejo em seus olhos é consequência de ter me decepcionado ou se ele está simplesmente fingindo de novo. Faz só cinco minutos que se sentou e já transformou o lado dele da mesa num palco. E, mais uma vez, sou obrigada a ser a plateia.
Os dedos dele tamborilam na xícara de café e ele me observa em silêncio por vários segundos. Taptaptap.Taptaptap.Taptaptap. Ele acha que vou acabar desistindo e dizendo o que ele quer ouvir, mas ele não esteve comigo o suficiente nos últimos dois anos para saber que não sou mais aquela garota.Quando me recuso a reconhecer sua atuação, ele, por fim, suspira e baixa os cotovelos na mesa.— Bom, achei que você ficaria feliz por mim.Eu me forço a balançar a cabeça depressa.— Feliz por você? Não pode estar falando sério.Ele dá de ombros e um sorriso presunçoso surge em sua expressão já irritante.— Eu não sabia que podia ser pai de novo.Deixo escapar uma gargalhada alta e incrédula.— Ejacular na vagina de uma mulher de vinte e quatro anos não torna ninguém um pai — digo, com certa amargura.Seu sorriso presunçoso desaparece, ele se recosta e inclina a cabeça. Na tela, esse gesto sempre foi sua saída de emergência quando ele não sabia como reagir. “Passe a impressão de que está refletindo profundamente e vai funcionar com quase qualquer emoção. Tristeza, introspecção, arrependimento,compaixão.” Ele não deve se lembrar de que foi meu professor de atuação durante a maior parte da minha vida e esta expressão foi uma das primeiras que ele me ensinou.— Não acha que tenho o direito de me considerar um pai? — Ele parece ofendido com a minha resposta. — O que você acha que isso me torna, então? Trato essa pergunta como retórica e golpeio outra pedra de gelo. Com habilidade, puxo o canudo e coloco o gelo na boca. Mordo, triturando-o de forma ruidosa e despreocupada. Certamente ele não espera que eu responda a essa pergunta. Ele não foi um “pai” desde a noite em que minha carreira de atriz foi interrompida, quando eu só tinha 16 anos. E, para ser franca comigo mesma, nem tenho certezas e ele foi pai antes daquela noite. Estávamos mais para professore aluna de interpretação.Uma das mãos dele toca os caros folículos de cabelo implantado que delimitam sua testa.— Por que está fazendo isso? — A cada segundo, ele fica mais irritado com minha atitude. — Ainda está brava por eu não ter ido à sua formatura? Já te falei, tive um conflito na agenda.— Não — respondo tranquilamente. — Eu não convidei você para a minha formatura. Ele recua, olhando incrédulo para mim.— Por que não?— Eu só tinha quatro convites.— E? — disse ele. — Sou seu pai. Por que você não me convidaria para sua formatura no colégio?— Você não teria ido.— Você não tinha como saber — rebate ele.— Você não foi. Ele revira os olhos.— Bem, é claro que não, Fallon. Não fui convidado.Suspiro fundo.— Você é impossível. Agora entendo por que mamãe te largou.Ele balança a cabeça de leve.— Sua mãe me deixou porque eu dormi com a melhor amiga dela. Minha personalidade não teve nada a ver comisso.Nem mesmo sei o que responder. O homem tem absolutamente zero remorso. Tanto odeio quanto invejo isso. De
certo modo, queria ser mais parecida com ele e menos com minha mãe. Ele não se importa com os próprios defeitos,enquanto os meus são o foco da minha vida. Meus defeitos são o que me faz acordar de manhã e o que me deixa acordada toda noite.— Quem pediu salmão? — pergunta o garçom. Que timing impecável.Levanto a mão e ele coloca o prato diante de mim. Já perdi o apetite, então empurro o arroz com o garfo pelo prato.— Ei, espere um segundo. — Olho para o garçom, ma sele não está falando comigo, e sim olhando intensamente para o meu pai. — Você é...Ah, meu Deus. Lá vamos nós de novo.O garçom dá um tapa na mesa e eu estremeço.— É você! Você é Donovan O’Neil! Você fez Max Epcott! Meu pai dá de ombros, com modéstia, mas sei que neste homem não há nada de modesto. Embora ele não interprete mais Max Epcott desde que o programa saiu do ar,dez anos atrás, ele ainda age como se fosse o maior acontecimento da televisão. E as pessoas que o reconhecem são o motivo para ele ainda reagir desse jeito. Agem como se nunca tivessem visto um ator na vida real. Estamos em Los Angeles, pelo amor de Deus! Todo mundo aqui é ator!Continuo com minha vontade de atacar enquanto enfio o garfo no salmão, mas então o garçom me interrompe para perguntar se posso tirar uma foto deles dois.Suspiro.De má vontade, saio do meu lugar. Ele tenta me entregar seu celular para que eu tire a foto, mas ergo a mão,protestando, e dou a volta por ele.— Preciso usar o banheiro — murmuro, me afastando da mesa. — É só tirar um selfie com ele. Ele adora selfies.
Sigo depressa para o banheiro para sentir algum alívio da presença do meu pai. Não sei por que pedi para ele me encontrar hoje. Talvez porque eu esteja me mudando e nem sei quanto tempo ficarei sem vê-lo, mas esta nem de longe é uma boa desculpa para me colocar nesta situação.Abro a porta da primeira cabine. Tranco e puxo o papel de proteção para o assento, colocando-o na tampa da privada. Certa vez, li um estudo sobre bactérias em banheiros públicos. A primeira cabine de cada banheiro estudado tinha a menor quantidade de bactérias. As pessoas supõem que a primeira cabine é a mais usada, então pulam. Eu não.É a única que vou usar. Nem sempre fui germofóbica, mas os dois meses que passei no hospital quando tinha 16 anos me deixaram um pouco obsessiva-compulsiva quando se trata de higiene.Quando termino de usar o banheiro, levo pelo menos um minuto inteiro lavando as mãos. Fico olhando fixamente para elas o tempo todo, me recusando a me voltar para o espelho.Evitar meu reflexo fica mais fácil a cada dia que passa,mas ainda tenho um vislumbre de mim quando vou pegar o papel-toalha. Não importa quantas vezes eu tenha me olhado num espelho, ainda não me acostumei com o que vejo.Levanto a mão esquerda e toco as cicatrizes do lado esquerdo do meu rosto, seguindo pelo meu maxilar e descendo até o pescoço. As cicatrizes desaparecem abaixo da gola da minha blusa, porém, por baixo da roupa, descem por todo o lado esquerdo do meu corpo, parando pouco abaixo da cintura. Passo os dedos pelas áreas da pele que agora parecem couro enrugado. Cicatrizes que constantemente me lembram de que o incêndio foi real, não só um pesadelo do qual posso me obrigar a acordar com um beliscão no braço.
Fiquei meses enfaixada depois do incêndio, incapaz de tocar a maior parte do meu corpo. Agora que as queimaduras estão curadas e fiquei com marcas, fico tocando-as obsessivamente. As cicatrizes parecem veludo esticado e seria normal ficar revoltada com a sensação, como fico coma aparência. Em vez disso, gosto mesmo de senti-las. Estou sempre passando distraidamente os dedos por meu braço ou pelo pescoço, lendo o braile da minha pele, até me dar conta do que estou fazendo e parar. Não devia gostar de nenhum aspecto da única coisa que atrapalhou minha vida, mesmo que seja simplesmente a sensação na pontados meus dedos.Já a aparência é outra coisa. Cada um de meus defeitos tem recebido as luzes de refletores cor-de-rosa, postos à mostra para o mundo inteiro ver. Por mais que eu tente esconder com o cabelo e a roupa, estão ali. Sempre estarão ali. Um lembrete permanente da noite que destruiu todas as melhores partes de mim.Não sou de me apegar a datas e aniversários, mas, essa manhã, quando acordei, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi a data de hoje. Provavelmente porque foi o último pensamento que tive antes de dormir na noite passada.Faz dois anos desde o dia em que a casa do meu pai foi engolida pelas chamas que quase tiraram minha vida.Talvez por isso eu quisesse ver meu pai hoje. Talvez eu esperasse que ele fosse se lembrar, que dissesse algo para me reconfortar. Sei que ele já se desculpou o bastante, mas até que ponto posso perdoá-lo por se esquecer de mim?Eu só ficava na casa dele uma vez por semana, em média.Mas naquela manhã tinha lhe mandado uma mensagem de texto, contando que passaria a noite lá. Então, era de se pensar que meu pai, quando ateasse fogo na casa por acidente, fosse me resgatar do meu sono.
Só que isso não aconteceu... ele esqueceu que eu estava lá. Ninguém sabia que havia alguém na casa, até que me ouviram gritar no segundo andar. Sei que ele carrega muita culpa por isso. Durante semanas, ele se desculpou toda vez que me viu, mas as desculpas começaram a rarear junto das visitas e dos telefonemas. O ressentimento que guardo continua muito presente, embora eu preferisse o contrário.O incêndio foi um acidente. Eu sobrevivi. Estas são as duas coisas em que tento focar, mas é difícil, quando penso nisso sempre que olho para mim mesma.Penso nisso sempre que alguém olha para mim.A porta do banheiro se abre e uma mulher entra, meolha rapidamente, vira a cara com a mesma rapidez e vai para a última cabine.Devia ter escolhido a primeira, moça.Eu me olho mais uma vez no espelho. Eu costumava usar o cabelo na altura dos ombros com franja enviesada, mas ele cresceu muito nos últimos anos. E sem motivo algum.Roço os dedos pelas mechas compridas e escuras de cabelo que treinei para cobrir a maior parte do lado esquerdo do meu rosto. Puxo a manga do braço esquerdo até o pulso,depois levanto a gola para cobrir a maior parte do pescoço.Assim, as cicatrizes quase não são visíveis e posso suportar me olhar no espelho. Eu costumava me achar bonita. Mas agora o cabelo e a roupa podem encobrir muita coisa.Ouço a descarga, então me viro depressa e sigo para aporta antes que a mulher saia da cabine. Faço o que posso para evitar as pessoas na maior parte do tempo, e não porque tenha medo de que elas olhem minhas cicatrizes. Eu as evito porque elas não olham. No segundo em que me veem,logo viram o rosto, porque têm medo de demonstrar grosseria ou crítica. Pelo menos uma vez, seria legal se alguém me olhasse nos olhos e sustentasse meu olhar. Já faz tanto
tempo que isso aconteceu... Detesto admitir que sinto faltada atenção que costumava receber, mas é verdade.Saio do banheiro e volto à mesa, decepcionada porque ainda vejo a nuca do meu pai.Eu tinha esperança que surgisse alguma emergência e ele fosse solicitado a ir embora enquanto eu estava no banheiro.É triste que eu prefira ser recebida por uma mesa vazia em vez de pelo meu próprio pai. Esse pensamento quase me leva a fazer uma careta, mas de repente o cara sentado à mesa que preciso contornar chama minha atenção.Não costumo notar as pessoas, considerando que elas fazem o que podem para evitar contato visual comigo. Mas os olhos deste cara são intensos, curiosos e estão fixos nos meus. A primeira coisa que penso quando o vejo é: “Quem dera fosse dois anos atrás.”Penso muito nisso quando encontro garotos que posso considerar atraentes. E esse cara, sem dúvida nenhuma,é uma graça. Não do jeito típico de Hollywood, como a maioria dos caras que moram nesta cidade. Esses são todos iguais, como se houvesse um molde perfeito para um ator bem-sucedido e eles estivessem tentando se encaixar.Esse cara é o completo oposto. Sua barba por fazer não é uma obra de arte simétrica e intencional. Em vez disso, é suja e irregular, como se ele tivesse trabalhado até tarde da noite, sem tempo de se barbear. O cabelo dele não está penteado com gel para dar uma aparência zoneada de quem acabou de sair da cama. O cabelo desse cara é mesmo bagunçado. Mechas de cabelo cor de chocolate caem em sua testa, algumas erráticas e rebeldes. É como se ele tivesse acordado tarde para um compromisso e tivesse pressa demais para se dar o trabalho de se olhar no espelho.
Uma aparência tão desleixada devia ser brochante, mas é isso que acho tão estranho. Apesar de ele dar a impressão de não ter um pingo de narcisismo, é um dos caras mais atraentes que já vi.Eu acho.Este pode ser um efeito colateral da minha obsessão por limpeza. Talvez eu deseje desesperadamente o tipo de descuido que esse cara exibe e esteja confundindo inveja com fascínio. Também posso achar que ele é uma graça apenas por ser uma das poucas pessoas nos últimos dois anos que não virou o rosto imediatamente ao olhar nos meus olhos.Ainda preciso passar pela mesa dele para chegar à minha,atrás dele, e não consigo decidir se me apresso para ficar livre do olhar dele, ou se devo passar em câmera lenta para aproveitar a atenção.Ele se mexe quando começo a passar na sua frente e, de repente, seu olhar se torna excessivo. Invasivo demais. Sinto minhas bochechas corarem e a pele formigar, então olho para meus pés e deixo que meu cabelo caia no rosto. Até puxo uma mecha para a boca, com a intenção de bloquear ainda mais a visão dele. Não sei por que o olhar dele me deixa desconfortável, mas é o que acontece. Apenas alguns segundos atrás, eu estava pensando em como sentia falta de ser olhada, mas agora que está acontecendo, só quero que ele vire o rosto para o outro lado.Pouco antes de ele sair da minha visão periférica, olho na direção dele e pego o resto de um sorriso.Ele não deve ter notado minhas cicatrizes. É o único motivo para um cara como ele ter sorrido para mim.Ai. É irritante até pensar desse jeito. Eu não era essa garota.Era confiante, mas o incêndio derreteu cada pingo de autoestima que eu tinha. Tentei recuperá-la, mas é difícil
acreditar que alguém possa me achar atraente quando nemeu consigo me olhar no espelho.— Isso nunca me cansa — diz meu pai enquanto me sento de volta à mesa.Olho para ele, quase esqueci que estava ali.— O que nunca te cansa?Ele indica o garçom com o garfo, que está perto da caixa registradora.— Isso — diz ele. — Ter fãs. — Dá uma garfada na comida e fala com a boca cheia. — Então, o que você queria falar comigo?— O que te faz pensar que eu queria falar alguma coisa com você?Ele gesticula pela mesa.— Estamos almoçando juntos. É óbvio que você precisa me dizer alguma coisa.É triste que nossa relação tenha chegado a isto. Saber que um simples encontro para almoçar tem que ser mais do que uma filha querendo ver o pai.— Vou me mudar para Nova York amanhã. Bom, na verdade,esta noite. Mas meu avião sai tarde e oficialmente só vou pousar em Nova York no dia 10.Ele pega o guardanapo e disfarça uma tosse. Pelo menos acho que é uma tosse. Com certeza não foi a notícia que o fez engasgar com a comida.— Nova York? — dispara ele.E então... ele ri. Ri. Como se eu morando em Nova York fosse uma piada. Calma, Fallon. Seu pai é um babaca. Isso não é nenhuma novidade.— Justo lá? Por quê? O que tem em Nova York? — As perguntas dele vão surgindo à medida que ele processa a informação. — E, por favor, não me diga que conheceu alguém na internet.
Meus batimentos cardíacos estão enfurecidos. Ele não pode pelo menos fingir que apoia uma das minhas decisões?— Quero uma mudança de ritmo. Estava pensando em fazer testes para a Broadway. Quando eu tinha sete anos, meu pai me levou para ver Cats na Broadway. Foi minha primeira vez em Nova York e foi uma das melhores viagens da minha vida. Até esse momento,ele sempre tinha me empurrado para a carreira de atriz. Mas foi só quando vi aquele espetáculo ao vivo que soube que precisava ser atriz. Nunca tive a oportunidade de fazer teatro porque meu pai ditou cada passo da minha carreira, e ele gosta mais do cinema. Mas já são dois anos desde que fiz alguma coisa. Não sei se realmente tenho coragem para fazer um teste por agora. Contudo, decidir me mudar para Nova York foi uma das maiores iniciativas que tomei desde o incêndio.Meu pai dá um gole na bebida, baixa o copo e seus ombros relaxam quando ele suspira.— Fallon, me escute — diz ele. — Sei que você sente falta de atuar, mas não acha que está na hora de procurar mais opções? Já passei tanto do ponto de me importar com os motivos dele que sequer mesmo presto atenção no monte de asneira que ele acabou de me dizer. Durante toda a minha vida, só o que meu pai fez foi me pressionar para seguir os passos dele. Depois do incêndio, seu estímulo acabou de vez. Não sou nenhuma idiota. Sei que ele acha que não tenho mais o que é necessário para ser atriz, e parte de mim sabe que ele tem razão. Aparência é muito importante em Hollywood. E é exatamente por isso que quero me mudar para Nova York. Se eu quiser voltar a atuar, o teatro pode ser minha melhor esperança.
Eu queria que ele não fosse tão transparente. Minha mãe ficou feliz da vida quando contei que queria me mudar.Desde a formatura e da minha mudança para o apartamento de Amber, quase não saio de casa. Minha mãe ficou tão triste ao descobrir que eu iria para longe, mas feliz ao perceber que eu estava disposta a deixar os limites não só da minha casa, mas de todo o estado da Califórnia.Eu queria que meu pai se desse conta de como isso representa para mim um passo enorme.— O que aconteceu com aquele trabalho de narração?— pergunta ele.— Não deixei de trabalhar com isso. Os audiobooks sãogravados em estúdios. Existem estúdios em Nova York.Ele revira os olhos.— Infelizmente.— Qual é o problema com os áudio books? Ele me olha sem acreditar.— Além do fato de que narrar áudio books é considerado o fundo do poço do trabalho de ator? Você pode fazer melhor do que isso, Fallon. Ora essa, curse uma faculdadeou coisa assim.Fico triste. Justo quando eu achava que ele não podia ser mais egoísta.Ele para de mastigar e olha fixo para mim quando percebe o que disse. Rapidamente limpa a boca com o guardanapoe aponta para mim.— Você sabe que não foi isso que eu quis dizer. Não estoudizendo que você se reduziu a audiobooks. O que estoufalando é que você pode encontrar uma profissão melhor,agora que não pode mais atuar. Não dá muito dinheiro essenegócio de narração. Nem a Broadway, aliás.Ele diz Broadway como se tivesse veneno na boca.
— Para sua informação, há muitos atores respeitáveis que também narram áudio books. E é mesmo necessário que eu cite uma lista dos atores de elite na Broadway agora? Tenho o dia todo. Ele assente, mas sei que não concorda realmente comigo.Só se sente mal por insultar um dos poucos trabalhos relacionados à atuação que eu posso fazer.Ele leva o copo vazio à boca e vira a cabeça para trás o suficiente para recuperar um gole do gelo derretido.— Água — diz ele, sacudindo o copo até que o garçom faz um gesto de cabeça e se aproxima para encher o copo.Ataco de novo o salmão, que não está mais quente. Torço para ele terminar de comer logo, porque não sei se ainda tenho estômago para esta visita. A essa altura, o únicoalívio que sinto é o de saber que amanhã, a essa hora, estareino litoral oposto ao dele. Mesmo que eu esteja trocando o sol pela neve.— Não faça planos para meados de janeiro — diz ele,mudando de assunto. — Vou precisar que você volte a Los Angeles por uma semana.— Por quê? O que vai acontecer em janeiro?— Seu velho vai juntar as escovas de dente.Aperto minha nuca e baixo os olhos para o meu colo.— Pode me matar agora.Sou tomada pela culpa, porque eu não pretendia dizer isso em voz alta, por mais que quisesse que alguém realmente me matasse agora.— Fallon, não pode julgar se vai gostar dela ou não antes de conhecê-la.— Não preciso conhecê-la para saber que não vou gostar dela — respondo. — Afinal, ela vai se casar com você.— Tento disfarçar a verdade em minhas palavras com um
sorriso sarcástico, mas tenho certeza de que ele sabe que fui sincera em cada palavra que disse.— Caso tenha se esquecido, sua mãe também escolheu se casar comigo e você parece gostar muito dela — retruca ele. Agora ele me pegou.— Touché. Mas, em minha defesa, este é seu quinto pedido de casamento desde que eu tinha dez anos.— Mas é só a terceira esposa — esclarece ele.Por fim, enfio meu garfo no salmão e dou uma mordida.— Você me dá vontade de dispensar os homens para sempre — digo de boca cheia.Ele ri.— Isso não deveria ser um problema. Sei que você só saiu com um garoto e isso já faz mais de dois anos.Engulo a seco o pedaço de salmão. Sério? Onde eu estava quando distribuíram os pais decentes? Por que tive que ficar com esse imbecil estúpido? Quantas vezes será que ele mordeu a língua durante o almoço de hoje? É melhor ele se cuidar, ou vai acabar semlíngua nenhuma. Ele realmente não faz ideia de que dia éhoje. Se fizesse, jamais teria dito algo tão negligente.Noto que sua testa se franze de repente porque ele estátentando pensar em um pedido de desculpas pelo queacabou de dizer. Tenho certeza de que ele não tinha a intenção de falar o que eu entendi, mas isto não tira minha vontade de retrucar com minhas próprias palavras.Coloco o cabelo atrás da orelha esquerda, deixando as cicatrizes totalmente à mostra, e olho bem nos olhos dele.— Bom, pai. Não recebo a mesma atenção dos homens como antes. Você sabe, antes que isso acontecesse. — Indico meu rosto, mas já me arrependo das palavras que escapuliram da minha boca.
Por que sempre desço ao nível dele? Sou melhor do que isso.Os olhos dele se fixam no meu rosto e logo baixam à mesa.Ele parece sinceramente arrependido e penso em parar com a amargura e ser um pouco mais legal com meu pai. Mas antes que qualquer coisa gentil possa sair da minha boca, o cara da mesa atrás do meu pai se levanta e minha atenção vai para o espaço. Tento puxar o cabelo para cobriro rosto antes que ele se vire, mas é tarde demais. Já está meolhando de novo.O mesmo sorriso que deu para mim antes continua fixoem seu rosto, mas desta vez não viro o rosto. Na verdade,meus olhos não desviam dos dele enquanto ele segue nadireção da nossa mesa. Antes que eu consiga reagir, ele estáse sentando ao meu lado.Puta merda. Mas o que ele está fazendo?— Desculpe pelo atraso, amor — diz ele, passando o braço pelos meus ombros. Ele acabou de me chamar de amor. Esse cara aleatório colocou obraço em volta de mim e me chamou de amor.Que diabo está acontecendo?Olho para o meu pai, pensando que de algum modo ele está envolvido nisso, mas ele olha o cara desconhecido ao meu lado com uma confusão ainda maior do que a que eu devo estar sentindo.Enrijeço sob o braço do garoto quando sinto seus lábios pressionarem a lateral da minha cabeça.— Essa porcaria de trânsito de Los Angeles — murmura ele.O Cara Aleatório acabou de encostar os lábios no meu cabelo.O quê.Está. Acontecendo.
O cara estende o braço pela mesa para apertar a mãodo meu pai.— Meu nome é Ben — diz ele. — Benton James Kessler.Namorado da sua filha.O que da filha dele?Meu pai retribui o aperto de mão. Tenho certeza absoluta de que minha boca está escancarada, então a fecho no mesmo instante. Não quero que meu pai saiba que não faço amenor ideia de quem é esse sujeito. Também não queroque esse Benton pense que fiquei boquiaberta porque gostoda atenção dele. Só estou olhando para ele assim porque...bom... porque obviamente ele é louco.Ele solta a mão do meu pai e se acomoda à mesa. Dá uma breve piscadela para mim e se curva em minha direção, aproximando o suficiente a boca da minha orelha para que um soco nele seja algo justificável.— Siga minhas deixas — sussurra ele.Ele se afasta, ainda sorrindo.Seguir as deixas dele? O que é isso? Uma atividade do curso de improvisaçãodele?Então me dou conta. Ele entreouviu toda a nossa conversa. Deve estar fingindo ser meu namorado numa forma estranha de enfrentar meu pai. Hum. Acho que gosto do meu novo namorado falso.Agora que sei que está jogando com meu pai, abro um sorriso afetuoso para ele.— Não achei que você fosse conseguir chegar. — Eu me inclino para Ben e olho para o meu pai.— Amor, você sabe que eu queria conhecer o seu pai.Você quase nunca consegue vê-lo. Nenhum trânsito ia me impedir de aparecer hoje.
Abro um sorriso satisfeito para o meu novo namorado falso por esse sarcasmo. Ben também deve ter um pai babaca, porque parece saber exatamente o que dizer.— Ah, me desculpe — diz Ben, voltando-se para o meu pai. — Não sei seu nome.Meu pai já está olhando com reprovação para Ben. Meu Deus, estou adorando isso.— Donovan O’Neil — diz meu pai. — Você já deve ter ouvido esse nome. Fui o astro de...— Não — interrompe Ben. — Não me lembra nada. —Ele se vira para mim e dá uma piscadela. — Mas Fallon me falou muito sobre você. — Ele belisca meu queixo e volta a olhar para o meu pai. — E por falar na nossa garota, o que acha de ela se mudar para Nova York? — Ele volta a olhar para mim e franze o cenho. — Não quero que minha joaninha fuja para outra cidade, mas se isso significa que ela está indo atrás do próprio sonho, serei o primeiro a garantir que ela pegue esse avião. Joaninha? É melhor ele se contentar em ser meu namorado falso, porque esse apelido brega me deixou com vontade de dar um chute no saco mentiroso dele.Meu pai pigarreia, evidentemente pouco à vontade com nosso novo convidado para o almoço.— Consigo pensar em alguns sonhos que uma menina de 18 anos deveria ter, mas a Broadway não é um deles. Ainda mais considerando a carreira que ela já teve. A Broadwayé um retrocesso, na minha opinião. Ben se ajeita na cadeira. Ele tem um cheiro muito bom. Eu acho. Já faz tanto tempo que não me sento tão perto de umcara, que talvez ele tenha um cheiro completamente normal.— Ainda bem que ela tem 18 anos — responde Ben. —A essa altura, não importa muito a opinião dos pais sobre oque ela faz com a própria vida.
Sei que ele só está representando, mas ninguém nuncame defendeu desse jeito. Isso está dando a impressão deque meus pulmões estão se contraindo. Pulmões idiotas.— Não é uma opinião quando vem de um profissional da área — diz meu pai. — É um fato. Estou neste negócio há tempo suficiente para saber quando alguém precisa cair fora.Viro repentinamente a cabeça para o meu pai no instante em que o braço de Ben fica tenso em meus ombros.— Cair fora? — repete Ben. — Você realmente disse...em voz alta... que sua filha precisa desistir? Meu pai revira os olhos e cruza os braços enquanto olha com raiva para Ben, que retira o braço dos meus ombros e imita os movimentos do meu pai, fuzilando-o com os olhos também. Meu Deus, isso é tão desconfortável. E tão maravilhoso.Nunca vi meu pai agindo assim. Nunca o vi antipatizar com alguém de cara.— Escute aqui, Ben. — Ele diz o nome com a boca cheia de desprazer. — Fallon não precisa que você encha a cabeça dela com coisas absurdas simplesmente porque você está animado com a perspectiva de ter um casinho na Costa Leste.Ah, meu Deus. Meu pai acaba de se referir a mim como ocasinho desse cara? Fico boquiaberta enquanto ele continua:— Minha filha é esperta. É durona. Ela aceita que a carreiraque teve durante toda a vida está fora de cogitação,agora que... — Ele gesticula para mim. — Agora que ela...Ele é incapaz de terminar a própria frase e o arrependimento toma conta do seu rosto. Sei exatamente o que ele estava prestes a dizer. Há dois anos ele diz tudo, menos isso.Há apenas dois anos, eu era uma das atrizes adolescentesde melhores perspectivas, e no instante em que o incêndio
destruiu minha aparência, o estúdio rescindiu o contrato. Acho que ele lamenta não ser mais o pai de uma atriz mais do que lamenta ter quase perdido a filha em um incêndio provocado por seu próprio descuido.Depois que meu contrato foi cancelado, nunca mais falamos sobre a possibilidade de eu voltar a atuar. Na verdade, nunca falamos sobre mais nada. Ele deixou de ser o pai que passava dias inteiros no set comigo por um ano e meio,e passou a ser o pai que vejo talvez uma vez por mês. Então eu juro que ele vai concluir o que estava prestes afalar. Faz dois anos que espero para ouvi-lo confessar que é por causa da minha aparência que não tenho mais uma carreira. Até hoje, sempre foi uma suposição silenciosa. Nunca falamos do porquê de eu não trabalhar mais como atriz.Só falamos do fato de que não atuo. E já que ele começou,também seria legal ouvi-lo confessar que o incêndio aindadestruiu nosso relacionamento. Ele não sabe mais como ser um pai para mim, agora que não está mais agindo como treinador e empresário.Estreito os olhos na direção dele.— Termine a frase, pai.Ele balança a cabeça, tentando desprezar totalmente o assunto. Ergo uma sobrancelha, desafiando-o a continuar.— Quer mesmo fazer isso agora? — Ele dá uma olhada em Ben, na esperança de usar meu namorado falso como pretexto.— Na verdade, quero.Meu pai fecha os olhos e suspira fundo. Quando osabre de volta, se inclina para a frente e cruza os braços namesa.— Você sabe que eu te acho bonita, Fallon. Pare de distorcerminhas palavras. É que esta área tem padrões mais
elevados do que um pai e tudo o que posso fazer é aceitar .Na realidade, achei que nós tínhamos aceitado isso — diz ele, olhando para Ben. Mordo o interior da minha bochecha para não dizer nada de que vá me arrepender. Eu sempre soube a verdade.Quando me vi no espelho pela primeira vez no hospital, eu sabia que estava tudo acabado. Mas ouvir meu pai admitirem voz alta que ele também acha que eu devia parar de ira trás dos meus sonhos é demais para mim.— Uau — murmura Ben. — Isso foi... — Ele olha para o meu pai e balança a cabeça, enojado. — Você é o pai dela.Se eu não soubesse a verdade, diria que a careta de Ben é autêntica e ele não está só atuando.— Exatamente. Sou o pai dela. Não a mãe, que alimenta qualquer besteira que ela acha que fará sua garotinha se sentir melhor. Nova York e Los Angeles estão cheias de milhares de garotas indo atrás do mesmo sonho que Fallon vem buscando a vida toda. Garotas que são muito talentosas.Excepcionalmente bonitas. Fallon sabe que eu acredito que ela tem mais talento do que todas as outras juntas, ma sela também é realista. Todo mundo tem sonhos, mas, infelizmente,ela não possui mais as ferramentas para realizar os dela. Precisa aceitar isso antes de desperdiçar dinheiro em uma mudança para o outro lado do país que não vai fazer droga nenhuma pela carreira dela. Fecho os olhos. Quem quer que tenha dito que averdade machuca estava sendo otimista. A verdade é uma filha da puta que provoca uma dor excruciante.— Meu Deus — diz Ben. — Você é inacreditável.— E você não é realista — retruca meu pai.Abro os olhos e cutuco o braço de Ben, para que ele saiba que quero sair da mesa. Não posso mais fazer isso.
Ben não se mexe. Em vez disso, passa a mão por baixo da mesa e aperta meu joelho, insistindo que eu fique sentada. Minha perna enrijece com seu toque, porque meu corpo está mandando sinais confusos ao meu cérebro. Agora estou zangada com meu pai. Muito zangada. Mas de algum modo me sinto reconfortada por este completo estranho que me defende sem nenhum motivo aparente. Estou com vontade de gritar, sorrir e chorar, mas, acima de tudo, quero alguma coisa para comer. Porque agora estou com fome de verdade e quero salmão quente, droga!Tento relaxar a perna para que Ben não sinta como estou tensa, mas ele é o primeiro cara em muito tempo a me tocar de verdade. Para ser sincera, é um pouco esquisito.— Deixe eu te perguntar uma coisa, Sr. O’Neil — começa Ben. — Johnny Cash tinha lábio leporino?Meu pai fica em silêncio. Eu também, torcendo para que a Ben esteja querendo chegar a algum lugar com sua pergunta aleatória. Ele estava indo muito bem até começar a falar de cantores country.Meu pai olha para Ben como se ele fosse louco.— Mas o que um cantor country tem a ver com esta conversa?— Tudo — responde Ben depressa. — Não, ele não tinha. Mas o ator que o interpretou em Johnny e June tinha uma cicatriz muito visível no rosto. Joaquin Phoenix foi até indicado ao Oscar por esse papel.Os batimentos do meu coração se aceleram quando entendo o que ele está fazendo.— E Idi Amin? — pergunta Ben. Meu pai revira os olhos, entediado com este interrogatório.— O que tem ele?
— Ele não era vesgo. Mas o ator que fez o papel... ForestWhitaker... é. Outro indicado ao Oscar, que estranho. E eleganhou.Esta é a primeira vez que vejo alguém colocar meu paiem seu devido lugar. E por mais que toda essa conversa esteja me deixando desconfortável, não estou tão desconfortável assim para deixar de curtir este momento raro e bonito.— Parabéns — diz meu pai a Ben, nem um pouco impressionado.— Você ouviu falar de dois exemplos bem--sucedidos em meio a milhões de fracassos.Tento não levar as palavras do meu pai para o lado pessoal, mas é difícil. A essa altura, sei que se tornou mais uma luta pelo poder entre os dois, e menos sobre mim e ele. Mas é uma grande decepção que ele prefira ganhar uma discussão com um completo desconhecido a defender a própria filha.— Se sua filha é tão talentosa como você alega, você não iria querer encorajá-la a não desistir de seus sonhos? Porque você quer que ela veja o mundo como você? Meu pai enrijece.— E como exatamente você acha que eu vejo o mundo,Sr. Kessler? Ben se recosta na cadeira sem desviar os olhos do meu pai.— Pelos olhos fechados de um babaca arrogante.O silêncio que se segue parece a calmaria que precede a tempestade. Espero um deles dar o primeiro soco, mas, emvez disso, meu pai tira a carteira do bolso. Joga dinheiro na mesa e olha diretamente para mim.— Posso ser sincero demais, mas se prefere ouvir besteira,então esse imbecil é perfeito para você. — Ele sai da mesa. — Aposto que sua mãe adora ele — resmunga.
Estremeço com as palavras dele e morro de vontade de gritar um insulto de volta. Um insulto tão épico que deixaria seu ego ferido por dias. O único problema é que não há nada que alguém possa dizer para magoar um homem sem coração. Em vez de gritar alguma coisa enquanto ele sai pela porta, simplesmente fico sentada em silêncio. Com meu namorado falso. Este só pode ser o momento mais humilhante e constrangedor da minha vida. Assim que sinto a primeira lágrima escorrer, empurro o braço de Ben.— Preciso sair — sussurro. — Por favor. Ele sai da mesa e mantenho a cabeça baixa ao me levantar e passar por ele. Não me atrevo a olhar para ele enquanto vou mais uma vez ao banheiro. O fato de que ele sentiu necessidade de fingir ser meu namorado já é constrangedor o bastante. Mas eu precisava ter a pior briga de todas com meu pai bem na frente dele? Se eu fosse Benton James Kessler, daria um fora em mim de mentirinha agora mesmo. Fonte Galera Record