quinta-feira, 18 de maio de 2017

Lançamento Editora Rocco Maio 2017

Oi Gente!!!

Olha os lançamentos da Editora Rocco para o mês de Maio 2017 são vários lançamentos maravilhosos, obras nacionais de autores renomados. J.K. Rowling lanço livros exclusivos para os fãs da saga Harry Potter com vários contos e um box. A Rocco este mês caprichou nos lançamentos confira abaixo uma breve apresentação:

Fonte: Capa livro
Um romance perigoso
Livro: Um Romance Perigoso
Autor: Flávio Carneiro
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Epifânio de Moraes Netto é um homem que causa paixões: famoso escritor de livros de autoajuda, inspirou muita gente e ludibriou outras. A única pessoa que não conseguiu ajudar, porém, foi a si mesmo: sua morte ganhou as manchetes dos principais jornais. É comum que o falecimento de uma personalidade cause comoção, mas o destaque se deu pelas circunstâncias de sua morte: ele foi encontrado no quarto de um hotel de luxo em São Conrado, zona Sul do Rio de Janeiro, estirado no chão, de bruços, ao lado de um copo caído, com resto de bebida. Causa da morte: envenenamento por estricnina! O que teria acontecido naquele quarto para Epifânio encontrar seu fim dessa forma? Essa resposta somente o olhar arguto do detetive Miranda poderá resolver Um romance perigoso é o terceiro romance policial de Flávio Carneiro protagonizado por André, um homem de existência instável – afetiva e materialmente – que vivia de cobrar dívidas e que acabou assumindo a identidade de um de seus credores, o detetive Miranda, e seu inseparável amigo e assistente, o Gordo. Assim como em O livro roubado e O campeonato, essa nova história mistura suspense, mistério, violência e romance, elementos clássicos da melhor literatura policial, tendo o Rio de Janeiro como cenário. Ao saber da morte de Epifânio, André “Miranda” não fica feliz com a notícia, mas tampouco triste. Ele foi uma das vítimas do popular escritor, conhecido nas sombras por ser um grande charlatão. Ainda assim, a dúvida que mobiliza o detetive é: o mestre da autoajuda não fora capaz de superar seus demônios internos, a culpa por ser uma fraude, e cometera suicídio? Ou fora assassinado por uma das muitas pessoas que, assim como ele, foram enganadas por Epifânio?  O detetive terá sua chance de descobrir: ele acaba sendo chamado para dar apoio às investigações.  E para isso conta com a ajuda do Gordo, o doutor Watson desse Sherlock tropical, dono de um sebo de livros raros, amigo e assistente de André. E Clóvis, o motorista de taxi que tem como sonho transformar a propriedade que herdou em Guapimirim num motel-fazenda. Juntos, eles começam a correr atrás das pistas que começam com um exemplar usado de A irmãzinha, de Raymond Chandler, um dos mais célebres escritores americanos de histórias policiais noir, sobre a cama do quarto. Na parede, um grafite, em spray vermelho escuro, como sangue, escrito X-9. X-9 é o termo usado para alcaguetes e traidores. Epifânio teve ligação com os militares, na época da ditadura. Ele não gostava de falar sobre isso, mas a verdade é que duas ou três revistas andaram insinuando que o guru da autoajuda tinha levado muita gente ao exílio ou à morte nos anos 70, denunciando outros escritores e artistas, considerados subversivos pelo regime militar. Naquela época, ele teria traído muita gente além dos “comunas”. O que esse passado teria a ver com esse romance “perigoso” encontrado no quarto, e que conta a história de uma moça que pede ajude de um detetive para encontrar seu irmão desaparecido?  Em Um romance perigoso, o leitor se envolverá nessa trama sombria num cenário solar, mas não menos fatal. Fonte Editora Rocco


Foto: Capa livro
A arte da criatividade
Livro: A arte da criatividade
AutorRod Judkins
Tradução: Alexanfre Matias
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
O exercício do pensamento criativo potencializa tarefas profissionais, descobertas científicas, atividades esportivas e está longe de ser um privilégio dos artistas. Partindo dessa premissa e pensando em unir experiências adquiridas ao longo de décadas dedicadas ao processo criativo, Rod Judkins, artista e professor da renomada Saint Martin's School of Art, em Londres, elaborou A arte da criatividade, um guia de ideias que passa pelo trabalho de gênios como Salvador Dali, Einstein, James Joyce e Picasso, funcionando como introdução ao design thinking, conceito que aborda e soluciona problemas com o foco em propostas mais empáticas e inventivas.  Baseada em pontos fundamentais da elaboração criativa, a obra serve de inspiração para a busca de soluções inovadoras para o cotidiano e também como incentivo à autorreflexão. Desde observar como os iniciantes enxergam as atividades com menos preconceito até o exercício contínuo da dúvida e da obstinação, o livro é cheio de provocações a pequenas melhorias e descobertas que reforcem uma abordagem individual do processo de inventar soluções, enfatizando também o caráter libertador que a criatividade carrega, seja na arte ou no mundo corporativo.   Unindo assuntos diversos como arquitetura, literatura, filosofia e ciência, o trabalho de Judkins mostra que é possível aprender métodos eficazes de concepção criativa a partir de ideias simples que exemplos de sucesso carregam. Seja no trabalho incansável dos Beatles em Hamburgo antes da fama ou na iniciativa de Robert De Niro em convencer um produtor a realizar Touro indomável, passando pela preferência de J.K. Rowling por escrever em cafés ou a história de uma pequena turma universitária onde todos os alunos acabaram ganhando o prêmio Nobel, os exemplos citados são inspiradores e condensam conceitos de como abordar situações comuns à vida de todos.  O livro ainda possui um interessante sistema de interligação não-linear de tópicos, onde o final de cada página apresenta duas questões relacionadas ao tema que levam a mais páginas sobre o mesmo assunto, possibilitando assim o uso tanto como fonte de inspiração quanto como um manual de consulta frequente. Fonte Editora Rocco


Foto: Capa Livro
Aqui Estou
Livro: Aqui Estou
Autor: Jonathan Safran Foer
Tradução: Daniel Pellizzari E Maíra Mendes Galvão
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Após onze anos de espera, Jonathan Safran Foer, um dos mais aclamados nomes da literatura em língua inglesa deste século, retorna ao romance com o cáustico e exuberante Aqui estou. Assim como nos já clássicos Tudo se ilumina e Extremamente alto e incrivelmente perto, o autor apresenta uma narrativa que, partindo do doméstico, transborda universalidade a cada página. Foer capta com precisão o espírito caótico de nosso tempo em uma trama pontuada por casamentos em xeque, cidades devastadas e opiniões polarizadas. Listado como um dos melhores livros de 2016 pela crítica especializada (New York Times, Time Magazine, Times Literary Supplement), Aqui estou é uma obra impactante, engraçada e, acima de tudo, urgente. No Antigo Testamento, antes de ser convocado por Deus a sacrificar o filho Isaac, Abraão responde de forma assertiva: “Aqui estou”. Seja lá o que Deus precise ou queira, Abraão está sempre disponível para Ele – sem condições, reservas ou necessidade de explicações. Mas, em seguida, quando Isaac se dá conta do que está prestes a acontecer e exclama “Meu pai!”, Abraão retruca: “Aqui estou, meu filho!”  Como é possível cumprir os deveres conflitantes de pai, marido e filho, esposa e mãe, jovem e adulto, judeu e cidadão do mundo? Direta ou, quase sempre, indiretamente, essa é pergunta que Jacob, Julia e seus três filhos repetem ao longo da narrativa através de mensagens eróticas trocadas em celulares secretos, identidades alternativas construídas em complexas plataformas virtuais, flertes recreativos em lojas de ferragens ou enquanto se preparam para um bar mitzvah que provavelmente jamais acontecerá e assistem pela TV à cobertura da repercussão do terrível terremoto que destruiu Israel. Entre a farsa e a tragédia, capaz de ir do ridículo ao sublime em uma mesma frase, o autor alterna pontos de vista para se armar com ideias e emoções que afirmam e contestam conceitos de felicidade, tristeza, vida, morte, amor, intimidade, sexualidade, religião, ceticismo, tradição, tecnologia, cultura, passado, futuro, o aqui e o agora. Aqui estou é um romance sobre fragmentação (de famílias, sociedades, nações, relações políticas) e distância, mas também a história de pessoas que buscam personalidades integradas e vidas menos divididas – mesmo quando, para isso, alguma destruição seja necessária. Para ser lido e relido por judeus e gentios, Aqui estou surge como trabalho mais completo, ambicioso, idiossincrático e, por isso mesmo, controverso de Foer. Como escreveu o crítico Dwight Garner no New York Times, “Aqui estou tem mais vida que a junção de outras centenas de livros bem-intencionados e bem resenhados”. Fonte Editora Rocco


Foto: Capa livro
Biblioteca Hogwarts
Livro: Box Biblioteca Hogwarts
AutorJ.K. Rowling
Tradução: Lia Wyler
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Os três livros que compõem a Biblioteca Hogwarts, usados pelos alunos da Escola de Magia e Bruxaria na série Harry Potter – Animais fantásticos e onde habitam, Quadribol através dos séculos e Os contos de Beedle, o Bardo –, reunidos num box que não pode faltar na estante dos fãs. Além de serem vendidos separadamente, os livros podem ser adquiridos dentro de uma caixa especial, formando a coleção dos sonhos de qualquer Potterhead. Com seis novas criaturas e prefácio inédito de seu autor, Newt Scamander, especialista em criaturas mágicas, Animais fantásticos e onde habitam reúne informações detalhadas sobre seres como a acromântula, uma aranha monstruosa de oito olhos dotada de fala humana desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros, e o basilisco, entre outros. Leitura obrigatória para qualquer aprendiz de bruxo, o guia original de animais mágicos da série Harry Potter traz um inventário detalhado desses seres fabulosos.  Já Quadribol através dos séculos apresenta um histórico completo do esporte mais praticado em Hogwarts. Tão popular para os bruxos quanto o futebol para os não bruxos, o quadribol é praticado com os jogadores suspensos em suas vassouras e, como o nome sugere, com quatro bolas por partida. No livro, Kennilworthy Whisp, famoso especialista em quadribol e pseudônimo de J.K. Rowling, explica tudo sobre o esporte, desde a sua origem até o presente século, as modificações ocorridas ao longo do tempo, sua difusão pelo mundo etc. Repleto de detalhes curiosos, Quadribol através dos séculos é leitura obrigatória para os alunos da Escola de Magia e Bruxaria frequentada por Harry Potter (e para os fãs). Citado em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente deixado pelo mestre Alvo Dumbledore para Hermione Granger, Os contos de Beedle, o Bardo reúne cinco contos populares para jovens bruxos e bruxas. Como J.K. Rowling explica na apresentação do livro, pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV, possuía uma longa barba e que suas histórias foram passadas de geração em geração por pais bruxos para seus filhos, da mesma forma que os contos e fábulas escritos para pequenos trouxas (crianças não bruxas).  O livro, traduzido das runas originais pela personagem Hermione, a partir do velho exemplar herdado por ela, traz comentários e notas do professor Alvo Dumbledore que revelam muitas curiosidades sobre sua fascinante personalidade e o passado de Hogwarts. Fonte Editora Rocco


Foto: Capa livro
Os contos de Beedle Bardo
Livro: Os Contos de Beedle Bardo
Série: Biblioteca de Hogwarts
AutorJ.K. Rowling
Tradução: Lia Wyler
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Escritos por J.K. Rowling, os três livros que compõem a Biblioteca Hogwarts – Animais fantásticos e onde habitam, Quadribol através dos séculos e Os contos de Beedle, o Bardo – chegam às prateleiras em novas edições, levando o leitor de volta ao universo mágico de Harry Potter. Agora em capa dura, com novo projeto gráfico e novas ilustrações de capa e miolo, os títulos podem ser adquiridos individualmente ou reunidos no box especial Biblioteca Hogwarts.  Citado em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente deixado pelo mestre Alvo Dumbledore para Hermione Granger, Os contos de Beedle, o Bardo reúne cinco contos populares para jovens bruxos e bruxas. Como J.K. Rowling explica na apresentação do livro, pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV, possuía uma longa barba e que suas histórias foram passadas de geração em geração por pais bruxos para seus filhos, da mesma forma que os contos e fábulas escritos para pequenos trouxas (crianças não bruxas). O livro, traduzido das runas originais pela personagem Hermione, a partir do velho exemplar herdado por ela, traz comentários e notas do professor Alvo Dumbledore. São reminiscências do mestre que revelam muitas curiosidades sobre sua fascinante personalidade e o passado de Hogwarts A primeira das histórias, “O bruxo e o caldeirão saltitante”, tem como protagonista o filho de um bruxo muito bom que, após a morte do pai, decide não ajudar os outros como o pai o fazia; “A fonte da sorte” mostra a busca de três bruxas e um cavaleiro por uma fonte, cuja água concede boa sorte a todos aqueles que nela se banharem; em seguida, a mais assustadora das narrativas, “O coração peludo do mago”, sobre um velho bruxo incapaz de amar e uma donzela que em muito lembra as donzelas dos contos de fadas trouxas; em “O conto dos três irmãos”, Rowling apresenta as aventuras da esperta “Babbity, a coelha, e seu toco gargalhante”; já “O conto dos três irmãos” aparece na íntegra em Harry Potter e as Relíquias da Morte e é fundamental para o entendimento da trama. Fonte Editora Rocco


Foto: Capa livro
Quadribol através dos séculos
Livro: Quadribol através dos séculos
Série: Biblioteca de Hogwarts
AutorJ.K. Rowling
Tradução: Lia Wyler
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Escritos por J.K. Rowling, os três livros que compõem a Biblioteca Hogwarts – Animais fantásticos e onde habitam, Quadribol através dos séculos e Os contos de Beedle, o Bardo – chegam às prateleiras em novas edições, levando o leitor de volta ao universo mágico de Harry Potter. Agora em capa dura, com novo projeto gráfico e novas ilustrações de capa e miolo, os títulos podem ser adquiridos individualmente ou reunidos no box especial Biblioteca Hogwarts.  Esporte tão popular para os bruxos quanto o futebol para os não bruxos, o quadribol é praticado com os jogadores suspensos em suas vassouras e, como o nome sugere, com quatro bolas por partida. Quadribol através dos séculos apresenta um histórico completo do esporte mais praticado em Hogwarts, desde a sua origem até o presente século, as modificações ocorridas ao longo do tempo, descrição dos times e sua difusão pelo mundo. Repleto de detalhes curiosos, o livro é leitura obrigatória para os alunos da Escola de Magia e Bruxaria frequentada por Harry Potter (e para os fãs). Segundo Kennilworthy Whisp, famoso especialista em quadribol e pseudônimo de J.K. Rowling, o primeiro registro sobre o esporte data do século XI: uma bruxa que vivia às margens do brejo Queerditch, relatou em seu diário, em poder do Museu do Quadribol em Londres, que um grupo de bruxos montados em suas vassouras jogava bola, tentando acertar em troncos situados em cada lado do lugar, e pedras. De lá até os dias de hoje, o quadribol evoluiu até chegar ao que conhecemos através dos livros da série Harry Potter. Fonte Editora Rocco


Foto: Capa livro
 animais fantásticos
 &onde habitam
Livro: Animais fantásticos & onde habitam
Série: Biblioteca de Hogwarts
AutorJ.K. Rowling
Tradução: Lia Wyler
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Escritos por J.K. Rowling, os três livros que compõem a Biblioteca Hogwarts – Animais fantásticos e onde habitam, Quadribol através dos séculos e Os contos de Beedle, o Bardo – chegam às prateleiras em novas edições, levando o leitor de volta ao universo mágico de Harry Potter. Agora em capa dura, com novo projeto gráfico e novas ilustrações de capa e miolo, os títulos podem ser adquiridos individualmente ou reunidos no box especial Biblioteca Hogwarts.  Existe um exemplar de Animais fantásticos e onde habitam em todas as casas bruxas. Afinal, é muito importante para qualquer aprendiz de bruxo conhecer essas criaturas e saber, por exemplo, que a acromântula é uma aranha monstruosa de oito olhos e dotada de fala humana desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros; ou que o basilisco possui cor verde-vivo e pode alcançar até quinze metros de comprimento.  Com seis novas criaturas e prefácio inédito do autor Newt Scamander, especialista em animais fantásticos, o guia original de animais mágicos da série Harry Potter traz um inventário completo desses seres incríveis. O livro foi adaptado para o cinema como uma aventura ambientada em Nova York muitas décadas antes do nascimento do menino bruxo, com roteiro de J.K. Rowling. Fonte Editora Rocco


Foto: Capa livro
A Hora da estrela
Livro: A hora da estrela Edição com manuscritos e ensaios inéditos
AutorClarice Lispector
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Por Alvaro Costa e Silva*
A hora da estrela faz quarenta anos. Nenhum outro livro de Clarice Lispector contribuiu mais para a popularidade da escritora junto ao grande público. Adotada em escolas, vestibulares e universidades, é a obra dela que mais vende e foi levada ao cinema em 1985 com direção de Suzana Amaral. Um pequeno milagre para um volume de pouco mais de 80 páginas, mas que consegue reunir todos os fios de uma escrita única, com a força da linguagem aliando-se a aspectos sociais, ao trágico da vida e, ao mesmo tempo, ao cômico. Uma obra de arte universal que marcou a despedida de Clarice. Para lembrar a data redonda, a Rocco preparou uma edição comemorativa. Além do texto original, contém 16 páginas com a reprodução dos manuscritos da autora. A apresentação da escritora Paloma Vidal é uma crônica-ensaio sobre o processo de descoberta desses esboços, anotações, bilhetes, folhas soltas que se transformariam no livro e foram escritas, com letra desenhada e nervosa, até no verso de talões de cheque.  “Vejo a fascinação que exerce o registro de uma escrita que vem de repente e não pode ser contida. Do instante em que algo se cria. Além, também, do testemunho de um método, que só mais tarde, tendo aberto mais algumas pastas, será possível enxergar melhor”, escreve Paloma. Uma rica fortuna crítica, com seis ensaios, completa o volume. Assinam os textos Nádia Battela Gotlib, biógrafa da autora, o acadêmico Eduardo Portella, a professora Clarisse Fukelman, o escritor irlandês Colm Tóibín, a crítica francesa Hélène Cixous e a pesquisadora argentina Florencia Garramuño.  Em sua famosa entrevista na televisão ao repórter Julio Lerner, Clarice mencionou o livro que tinha acabado de escrever e que seria publicado pela primeira vez em outubro de 1977 pela José Olympio: “É a história de uma moça que era tão pobre que só comia cachorro-quente. Mas não é só isso. A história é sobre uma inocência pisada, uma miséria anônima.”O estranho nome da personagem – Macabéa – foi retirado do episódio bíblico dos macabeus, o grupo liderado por Judas Macabeu, um dos maiores heróis da história judaica. Ela é uma moça pobre que tenta a sorte no Rio de Janeiro, vinda de Alagoas, o estado onde os Lispector se estabeleceram ao chegar ao Brasil. A cidade de Macabéa, no entanto, não é a dos cartões-postais. Ela mora numa vaga de quarto, compartilhado com mais quatro balconistas, num velho sobrado colonial da “áspera rua do Acre, entre as prostitutas que serviam a marinheiros, depósitos de carvão e de cimento em pó, não longe do cais do porto”. Macabéa ganha menos que um salário mínimo, mas tem suas qualidades e prazeres: “Sou datilógrafa e virgem, e gosto de Coca-Cola.” Como a própria escritora, adora a Rádio Relógio e passa horas ouvindo os anúncios. Usa batom vermelho nos lábios, para se sentir uma estrela de cinema. Num dia chuvoso, até arruma uma namorado, o metalúrgico Olímpico de Jesus, também nordestino. Enquanto escrevia a novela, já adoentada, Clarice passou a frequentar, por sugestão do casal de amigos Marina Colasanti e Affonso Romano de Sant’Anna, uma cartomante no bairro do Méier. Dona Nair lhe pintava um mundo cor-de-rosa: a saúde está ótima, um assunto amoroso confirmado, é o fim dos problemas, uma alegria só. A escritora aproveitou o insólito da situação para a criação ficcional: Macabéa também consulta uma cartomante e esta lhe prevê um futuro luminoso – “verdade” bem diferente daquela que a espera. A autora inventa um narrador masculino para seu livro – o misterioso Rodrigo S.M. – mas não deixa de ser Clarice em suas dúvidas e indagações de artista: “Assim é que experimentarei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e ‘gran finale’ seguido de silêncio e de chuva caindo.” A primeira frase da narrativa é: “Tudo no mundo começou com um sim.” A última palavra é: “Sim.” Para Hélène Cixous, “o livro de Macabéa é extremamente fino, tem a aparência de um pequeno caderno. É um dos maiores livros do mundo”. Colm Tóibín nota que “Clarice tinha, como Borges em sua ficção, a habilidade de escrever como se ninguém antes houvesse escrito, como se a originalidade e o frescor do seu trabalho houvessem pousado no mundo inesperadamente”. Apenas alguns dias depois do lançamento de A hora da estrela – sua obra mais surpreendente –, Clarice Lispector foi submetida a uma operação exploratória. O diagnóstico: câncer terminal. Mas não lhe deram a informação. Em 9 de dezembro de 1977, ela morreu, um dia antes de completar 57 anos, segurando a mão da amiga Olga Borelli. *Álvaro Costa e Silva é jornalista. Fonte Editora Rocco


0 comentários:

Postar um comentário