terça-feira, 25 de julho de 2017

Lançamento Editora Anfiteatro Julho de 2017

Oi Gente!!!
Vou falar hoje do lançamento da Editora Anfiteatro um livro da Autora Olivia Laing, um ensaio que aborda um tema muito comum entre as pessoas que vivem sozinhas em cidades grandes. Autora relata em seu livro experiências próprias e como ela se sentir em determinadas situações um livro para refletir. Abaixo uma apresentação do livro.

Foto: Capa livro A cidade Solitária
Livro: A Cidade Solitária
Autor: Olivia Laing
Tradução: Bruno Casotti
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
É possível ser solitário em qualquer lugar, mas há um sabor particular na solidão quando se mora em uma grande cidade. A princípio esse estado pode parecer incompatível com a vida urbana e a presença em massa de seres humanos, mas a mera proximidade física não é suficiente para dissipar a sensação de isolamento interno. Em A cidade solitária, Olivia Laing dá continuidade ao trabalho iniciado no celebrado Viagem ao redor da garrafa e volta a articular vida e arte para, combinando reportagem, literatura, biografia e relato pessoal, analisar a solidão a partir de obras de artistas que, em meio ao dia a dia intenso de uma metrópole, lidaram direta ou indiretamente com esse sentimento ou foram perturbados por ele – com destaque para Edward Hopper, Andy Warhol, David Wojnarowicz e Henry Darger.  Aos 30 e poucos anos, a britânica Laing se viu sozinha em Nova York após uma desilusão amorosa. A partir da ausência, se viu abraçando a própria cidade – a miscelânea de mercearias, os rangidos do trânsito, as lagostas vivas na esquina na Nona Avenida, o vapor subindo pelas ruas. Na maior parte dos dias, fazia as mesmas coisas: sair para comprar ovos e café, caminhar sem rumo pelas ruas, sentar no sofá enquanto o vizinho de cima ouvia jazz a todo volume. Aos poucos, foi começando a perceber que sua aparência era como a de uma mulher pintada por Edward Hopper. Hopper, que vivia uma relação conturbada e violenta com a esposa, nunca gostou muito da ideia de que a solidão fosse vista como seu tema central. Por outro lado, continuava povoando suas cenas urbanas com personagens sozinhos ou em grupos incômodos, de dois ou três, presos em poses que parecem indicar aflição: o isolamento é compatível com um sentimento de exposição quase insuportável. Já a fascinação da autora por Andy Warhol teve início ao assistir a entrevistas do artista. Ainda que estivesse sempre acompanhado de uma trupe, ele parecia constantemente lutar contra a necessidade de falar. É comum que se pense em Warhol como alguém protegido sob a carapaça lustrosa de sua celebridade, mas um olhar atento à sua obra torna visível o self real, vulnerável, humano e intrinsicamente solitário. Depois, Laing se debruça sobre uma série de fotografias feitas por David Wojnarowicz. Nela, um homem, sob uma máscara do poeta Arthur Rimbaud, mesmo se movendo por entre as multidões nova-iorquinas e seu então decadente cenário de crime, drogas e Aids, está sempre alheio às pessoas que o cercam. Mais tarde, o próprio Wojnarowicz diria que aquelas fotos teriam nascido a partir de situações “desesperadas” e representavam “um vago esboço biográfico do que meu passado havia sido”. Por fim, a autora chega ao prédio em Chicago onde Henry Darger trabalhou como zelador enquanto, antes de alcançar postumamente a fama de um dos mais celebrados artistas outsiders do mundo, produziu obras de um esplendor quase sobrenatural: aquarelas desconcertantes que combinavam elementos encantadores, de contos de fadas, a imagens perturbadoras de meninas pequenas com pênis e cenas coloridas de tortura em massa. O que significa estar solitário? Como vivemos quando não estamos intimamente envolvidos com outro ser humano? De que forma nos conectamos com outros indivíduos? A tecnologia é capaz de nos aproximar ou simplesmente nos aprisiona atrás de telas? Habitada ainda por outros personagens, de Virginia Woolf a Alfred Hitchcock e Greta Garbo, A cidade solitária traz um texto provocativo, comovente e extremamente humano sobre os espaços entre as pessoas – que, inerentes ao ato de estar vivo, podem ser ocupados pelas estranhas e fascinantes possibilidades da arte. O livro foi considerado um dos melhores do ano por veículos como The Guardian, Observer, Telegraph, Times Literary Supplement, Elle e Slate. Fonte Editora Anfiteatro

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