terça-feira, 25 de julho de 2017

Lançamento Editora Bicicleta Amarela Julho de 2017

Oi Gente!!

Este lançamento é incrível, O livro Tô Frito de Luciana Froes e Renata Monti conta vários contos de grandes chefs da gastronomia brasileiros que ao fazer um prato se deparou com imprevistos e de uma maneira muito criativa e inteligente diria até genial conseguiu reverter um possível desastre em uma obra-prima muito elogiada e que acabou por seu parte de seu cardápio principal fazendo muito sucesso. O livro é cheio de relatos, histórias contadas de maneira muito irreverente não tendo medo de falar sobre os incríveis feitos... Adorei o livro, abaixo uma apresentação da obra.

Foto: Capa livro Tô Frito
Livro: Tô Frito ( Uma Coletânea dos mais saborosos desastres na cozinha)
AutorLuciana Froes & Renata Monti
Ilustração: Paulo Villela
Comprar: Saraiva Cultura Amazon
Todo cozinheiro tem uma boa história para contar. Afinal, a culinária é feita de imprevistos, escorregadas, receitas que desandam e que ganham vida própria. Frutos do acaso ou do descaso, quando vistos com outros olhos se transformam em acertos adoráveis. Do leite esquecido ao relento que virou queijo à luta de Dom Pérignon para controlar as borbulhas que fermentavam na garrafa e acabavam estourando. E o que dizer do confeiteiro de Luís XIV que, ao bater muito além da conta o creme de nata com açúcar, deu origem ao chantilly? Na gastronomia brasileira, não é diferente e, vira e mexe, um erro – ou mais de um – vira um acerto. Antes, porém, o desespero que antecede o sucesso vem na forma de um “Tô frito!”, como Claude Troigros costuma exclamar quando passa por situações como essa, com direitos a infinitos erres de seu sotaque francês. Tô frito! – Uma coletânea dos mais saborosos desastres na cozinha, lançamento do selo Bicicleta Amarela, reúne histórias tão deliciosas quanto os imprevistos na cozinha. O livro é um apanhado de erros que acontecem nesse fascinante mundo da alquimia de odores e sabores, alguns bem-sucedidos, outros nem tanto, que foram parar nos cardápios dos melhores restaurantes brasileiros. Uma coletânea de histórias contadas em primeira pessoa por 20 chefs de destaque, em depoimentos às jornalistas Luciana Fróes e Renata Monti Barreto, que, sem qualquer pudor e com bastante humor – ressaltado nas ilustrações de Paulo Villela –, dividem as saias-justas que encaram todos os dias.  Houve aquela vez que Claude Troigros, por descuido, deixou o grão de risoto cair na frigideira quente. Resultado: foi criado o arroz pipoca, sucesso no Olympe, no Rio. É também o caso da farofa baiana, de Robert Sudbrack. A farofa escura, de gosto amargo e textura única, foi fruto do ponto a mais em que ficou na panela. Presença de espírito é necessária quando um chef vê o que criou desmoronando à sua frente. No caso de Flávia Quaresma, literalmente, quando presenciou o recheio de sua torta derreter por causa do calor e o doce desmontar em pedaços em um jantar no qual tudo correra bem até então. Não pensou duas vezes: a batizou de Torta Terremoto. De desmontada, passou a desconstruída e foi o sucesso da noite. E se a culpa é do estagiário, o que dirá daquele que trabalhava com Felipe Bronze? Com a missão de reproduzir o sorvete de coco com nitrogênio líquido, criação do chef para o seu restaurante Oro, o jovem aprendiz trocou os ingredientes, fundindo o nitrogênio à maionese de ostras, outra criação de Bronze: estava criado o sorvete de ostras, que virou a entrada padrão de seu restaurante. Além de desastres que viraram sucesso, o livro reúne contos e causos ligados ao mundo da gastronomia. O veterano José Hugo Celidônio, que além de chef é ótimo contador de histórias, jamais irá esquecer da vez em que, ao servir frango com cogumelos em papillote (com os cogumelos envoltos em papel-manteiga) viu o casal que pedira o prato devorar tudo! e se deliciar com o papel... Já o empresário do ramo de gastronomia e hotelaria Rogério Fasano quase fora preso ao “contrabandear” uma espécie de minialcachofras que trouxera de Veneza, tudo na vontade de inovar e apresentar novos produtos e sabores aos brasileiros. O que se percebe na leitura de Tô frito! é que, mais que obras do acaso, o sucesso está principalmente na habilidade de seus criadores em lidar com ele e transformar um desastre em uma grande e inesquecível delícia. Fonte Editora Bicicleta Amarela

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